Agro
Publicado em 25/09/2025 às 10:42
Região registrou altos níveis de ferrugem asiática da soja na safra 2024/25
Seapi afirma que as condições climáticas foram importantes para reduzir sua disseminação
O monitoramento realizado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi) e pela Emater/RS-Ascar sobre a ferrugem asiática da soja detectou altos níveis de esporos (infecção) nas semanas iniciais da safra 2024/25, com destaque para Muitos Capões (602 esporos), Três Passos (372), Ijuí (293) e Cruz Alta (205).
De acordo com a Circular Técnica nº 29 do Programa Monitora Ferrugem RS os municípios da região registraram, já em outubro de 2024, altos níveis de esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática da soja.
Os primeiros registros ocorreram logo após o fim do vazio sanitário, em 14 de outubro, com detecção de esporos em lavouras de Frederico Westphalen (8), Nonoai (8), Seberi (81) e Tenente Portela (88). O maior volume na região foi identificado em Três Passos, com 372 esporos. Em todo o Alto e Médio Vale do Uruguai, foram contabilizados 2.281 esporos ao longo do monitoramento.
Durante os meses de janeiro a março de 2025, novas inspeções realizadas pelo Departamento de Defesa Vegetal (DDV/Seapi) também confirmaram a presença da doença em municípios como Frederico Westphalen, Seberi, Três de Maio e Santo Augusto.
Apesar da elevada infecção inicial, as condições climáticas reduziram a disseminação da ferrugem. A safra foi marcada por chuvas abaixo da média e ondas de calor que chegaram a 41°C em fevereiro e março, o que limitou a formação de novos focos da doença.
De acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, o monitoramento é fundamental para identificar o comportamento do fungo e orientar estratégias de controle. O diretor do DDV, Ricardo Felicetti, destaca que o objetivo é monitorar a presença do fungo nas áreas de produção de soja e identificar as condições meteorológicas favoráveis ao seu desenvolvimento, permitindo a elaboração de um prognóstico de risco de ocorrência da ferrugem-asiática. “As informações geradas podem ser utilizadas para o início do controle da doença e para a tomada de decisão quanto ao uso de fungicidas”, explica.
Entre as regiões do Estado, o Planalto Médio apresentou o cenário mais crítico, com 5.584 esporos registrados, seguido pelo Planalto Superior – Serra do Nordeste (2.908) e pelo Alto e Médio Vale do Uruguai (2.281).
A ferrugem asiática é considerada a principal doença da soja no Brasil, com potencial de causar severas perdas de produtividade.
*Com informações Seapi