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Atualizado em 17/11/2025 às 11:56
Romildo Bolzan descarta Juliana Brizola como vice e reafirma candidatura do PDT ao governo do RS
Presidente estadual do PDT diz que legenda mantém estratégia de candidatura própria e considera “inviável” apoiar outra sigla na cabeça de chapa
O presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Junior, afirmou que Juliana Brizola será candidata ao governo do Estado, afastando de forma categórica qualquer possibilidade de que ela concorra como vice em outra chapa. A declaração foi dada em entrevista ao Grupo Chiru, no programa Manhã News de terça-feira, 11 de novembro.
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“A Juliana Brizola só tem uma candidatura, que é ao governo. Posso adiantar que, em não acontecendo essa candidatura, ela será candidata a deputada federal. Isso já está definido, é uma estratégia do partido”, afirmou Romildo.
Alianças com o PT e Eduardo Leite em debate
Enquanto Juliana aparece bem cotada nas pesquisas de opinião para o governo e tem sua candidatura tratada como prioridade nacional pelo partido, o PDT aguarda definições de outras siglas para formar as alianças. Parceiros em nível federal, PDT e PT não mantém o mesmo alinhamento na política local, onde os pedetistas possuem relação próxima com Eduardo Leite, do PSD, inclusive integrando o governo do RS.
Romildo reconheceu que há debates nacionais sobre uma possível frente ampla com o PT, mas considerou difícil a construção dessa parceria no Estado. Segundo ele, qualquer composição partidária só seria viável se Juliana Brizola liderasse a chapa. “Se for uma frente encabeçada pela Juliana e pelo PDT, não há divergência nenhuma”, explicou.
Ele acrescentou que o PDT pretende apoiar a candidatura de Lula à presidência, mas busca preservar candidaturas próprias nos estados considerados prioritários, entre eles o Rio Grande do Sul.
A sigla também dialoga com o governador Eduardo Leite, que apoiou Juliana na corrida à Prefeitura de Porto Alegre em 2024. Romildo assegurou que a relação com o governador “tranquila e leal”. Ele destacou o cumprimento dos acordos políticos firmados e não descartou a possibilidade de o partido apoiar Leite em eventual candidatura ao Senado. “É uma relação de respeito e lealdade. Se ele for candidato ao Senado, não há nenhum desagravo em apoiá-lo”, afirmou.
Indiciamento não afeta pré-candidatura
Questionado sobre o indiciamento que envolve Juliana Brizola em uma disputa familiar, no qual a pedetista é acusada de apropriação de dinheiro da avó de 99 anos, o presidente do PDT minimizou o impacto político do caso e afirmou que o partido entende tratar-se de uma questão pessoal, sem reflexos eleitorais.
“É uma situação familiar constrangedora de expor publicamente, mas sem qualquer efeito político. As pesquisas recentes mostram que não houve influência sobre a avaliação dela”, disse. Ele também mencionou suspeitas de vazamento seletivo de informações sigilosas e defendeu investigação sobre o episódio.
– Há uma confiança absoluta entre ambas [Juliana e avó dela], há uma uma afetividade enorme. A Juliana é a neta que segurou, suportou, proveu, conviveu e ajudou, responde às demandas da avó, há um carinho enorme entre elas –, mencionou Romildo.
Juliana Brizola como símbolo de reposicionamento
Romildo avaliou que a pré-candidatura de Juliana Brizola representa uma oportunidade de reposicionar o PDT no cenário estadual. Para ele, o partido busca retomar protagonismo nas disputas majoritárias e apresentar uma “nova forma de fazer política” no Rio Grande do Sul. “Pode ser um ponto de virada. Juliana tem o perfil para criar uma nova condição política a partir do Estado”, concluiu.