Geral
Publicado hoje às 08:54
RS recebe duas unidades de conservação federais no litoral sul
A medida protege uma das regiões mais importantes para a manutenção da biodiversidade do Atlântico Sul
O Rio Grande do Sul recebeu duas Unidades de Conservação (UCs) no litoral sul: o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, no município de Santa Vitória do Palmar. O anúncio foi feito na última sexta-feira, 6 de março, em decreto publicado no Diário Oficial da União.
A iniciativa foi liderada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). De acordo com os ministérios, a medida protege uma das regiões mais importantes para a manutenção da biodiversidade do Atlântico Sul e fortalece a resposta à mudança do clima e à perda global da biodiversidade.
“O decreto assinado pelo presidente Lula reflete o compromisso de seu governo com a preservação ambiental e de nosso oceano. Há por trás dessa medida estudos científicos, escuta pública, articulação entre instituições e empenho de servidores, pesquisadores e cidadãos comprometidos com a conservação da biodiversidade e a defesa do interesse público”, destacou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
A área total somada chega a 1.618.488 hectares, unindo o conjunto formado pelo Parque Nacional do Albardão e sua Zona de Amortecimento, incluindo a APA do Albardão. No território há ecossistemas marinhos e costeiros, que funcionam como área de alimentação, reprodução e crescimento para diversas espécies ameaçadas.
Espécies do Atlântico Sul Ocidental e importância ecológica
A espécie mais ameaçada da região é a toninha, uma espécie de golfinho costeiro que habita no litoral do Brasil, do Uruguai e da Argentina. Outras espécies como tartarugas marinhas, tubarões, raias, aves marinhas migratórias e mamíferos também utilizam a região ao longo de seus ciclos de vida. A proteção desses habitats é considerada estratégica para reduzir a mortalidade da fauna e assegurar a manutenção de processos ecológicos essenciais nos ambientes marinhos.
O litoral sul do Rio Grande do Sul está situado na rota atlântica das Américas, que conecta o Ártico canadense e o Alasca, nos Estados Unidos, ao sul da América do Sul, passando pela costa do Brasil.
Essas áreas funcionam como “postos de abastecimento” ecológicos, onde as aves param para descansar após voar milhares de quilômetros ininterruptamente e acumular energia antes de continuar a migração, alimentando-se de invertebrados e pequenos crustáceos.
*Com informações da Agência Brasil