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Atualizado em 23/12/2025 às 15:34
Rua Caí deverá receber R$ 1,7 milhão em investimento para conclusão da galeria pluvial
Obra é prioritária e foi anunciada após novos alagamentos registrados em 30 pontos de Frederico Westphalen
A Prefeitura de Frederico Westphalen anunciou, na manhã desta terça-feira, 23 de dezembro, a aprovação, pelo Governo do Estado, do projeto técnico para a execução de uma obra considerada estratégica para a drenagem urbana do município. A iniciativa, aprovada no Programa Pluvial RS, garantirá um investimento de R$ 1.753.178,82 para a continuidade da galeria pluvial na Rua Caí, no bairro Aparecida, um dos locais historicamente mais afetados por alagamentos. Do total do recurso, 43% correspondem à contrapartida do município.
O anúncio ocorre após o forte temporal registrado na tarde de segunda-feira, 22 de dezembro, quando a chuva intensa, que acumulou entre 75 e 100 milímetros em curto espaço de tempo, provocou alagamentos e danos em diferentes regiões da cidade. Levantamento da Defesa Civil identificou cerca de 30 pontos de alagamento na área urbana, com dezoito residências e sete estabelecimentos comerciais diretamente atingidos, além de danos ao pavimento e queda de muros em alguns locais.
A obra prevê a implantação de aproximadamente 200 metros de galeria pluvial, com peças pré-moldadas de grande porte, com dimensões externas de 2,90 por 2,90 metros e um metro de comprimento cada. A nova estrutura irá interligar as ruas Carlos Gomes e a Avenida João Muniz Reis à galeria já existente entre as ruas José Bonifácio e Caí.
Segundo a Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento, o projeto foi elaborado para solucionar um dos principais gargalos do sistema de drenagem do bairro Aparecida e integra um plano mais amplo de modernização da infraestrutura urbana. “Esse projeto da Rua Caí já é uma prioridade para nós, tanto que ele já estava protocolado junto ao Governo do Estado. Nos demais pontos, também vamos finalizar os projetos e buscar recursos, dando sequência, na ordem, para o Jardim Primavera e o Ipiranga”, afirmou o secretário da pasta, Valdenir Cadore.
O projeto técnico aprovado foi incluído no conjunto de ações do Programa Pluvial RS, política pública estadual voltada ao apoio aos municípios gaúchos na execução de obras de drenagem, com foco na prevenção de alagamentos, mitigação dos impactos climáticos e recuperação de vias atingidas por intempéries.
O prefeito Orlando Girardi destacou que, assim que o recurso for liberado, a administração municipal dará início aos trâmites para a execução da obra. “Nossa intenção é iniciar essa obra até março ou, no máximo, até o meio do ano e, quem sabe, entregá-la à comunidade até o final de 2026. Será um marco histórico para Frederico Westphalen, pois vai resolver uma situação que, há mais de 30 anos, é a mais crítica do município”, ressaltou.
Outros pontos prioritários
Além da Rua Caí, o prefeito e o secretário destacaram que intervenções nas ruas Campos Elíseos, no bairro Jardim Primavera, e no bairro Ipiranga também estão entre as prioridades da administração municipal.
— Na Rua Campos Elíseos, que acabou atingindo residências da Rua 3 de Outubro, precisamos retirar a água dessa bacia hidrográfica. Ali, antigamente, existia um rio, e a área recebe água desde a Avenida São Paulo. Será necessária uma tubulação isolada, direcionando essa água para a nova galeria da Rua Caí — explicou Cadore.
No bairro Jardim Primavera, o secretário informou que já há um acordo com a empresa responsável pelas obras de esgotamento sanitário para que a intervenção na drenagem seja realizada de forma conjunta, atendendo à demanda da região.
Já no bairro Ipiranga, a situação é semelhante à da Rua Campos Elíseos. “Ali temos outra bacia hidrográfica. A água não segue pela tubulação adequada e acaba escoando por áreas onde antigamente existia uma sanga. Também será necessário fazer o desvio correto dessa água”, detalhou Cadore.
A expectativa da administração municipal é de que a execução da galeria pluvial na Rua Caí reduza significativamente os transtornos causados por chuvas intensas, diminua prejuízos materiais e aumente a segurança e a qualidade de vida da população. Atualmente, a falta de escoamento eficiente das águas pluviais na região provoca alagamentos recorrentes, especialmente em áreas mais baixas, além de comprometer o trânsito de veículos e pedestres durante períodos de chuva forte.