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Atualizado em 11/10/2025 às 09:45
Sem inscrição de chapas na assembleia, diretoria do HDP renuncia
Hospital terá representação legal provisória até a realização de nova assembleia. Dívida da casa de saúde ultrapassa os R$ 17 milhões, segundo a Prefeitura de FW.
A diretoria do Hospital Divina Providência (HDP), de Frederico Westphalen, apresentou um pedido de renúncia durante assembleia geral ocorrida na tarde desta sexta-feira, 10 de outubro. O esvaziamento dos cargos de gestão se deu após mais uma tentativa frustrada de eleição na casa de saúde. Desde o dia 30 de setembro se busca escolher uma nova diretoria, mas até então não houve chapas inscritas.
Com o pedido de renúncia da atual diretoria, a assembleia decidiu por nomear representantes legais provisórios. Silvia Reginan Canan e Alexandre José Stival, então presidente e tesoureiro do HDP, respectivamente, responderão pela instituição até a eleição da nova diretoria. O administrador, Luis Eduardo Bertoldi, também permanece no posto.
"Essa decisão foi necessária para evitar implicações administrativas e financeiras neste momento transitório, para evitar bloqueio das contas do hospital e dificuldades de andamento dos processos", escreveu o HDP, em nota.
Uma nova assembleia será marcada nos próximos dias, mas não há previsão de datas. O hospital também fará coletiva de imprensa.
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Dívida é superior a R$ 17 milhões, diz prefeitura
Conforme a Prefeitura de Frederico Westphalen, as dívidas do Hospital Divina Providência ultrapassam os R$ 17 milhões. O número foi apresentado pelo prefeito Orlando Girardi, em reunião ocorrida na quinta-feira, 9 de outubro, com a Secretária da Saúde, Arita Bergmann, em Porto Alegre.
Girardi disse à secretária que tem acompanhado as articulações para a formação de uma nova diretoria do hospital, reconhecendo as dificuldades em encontrar voluntários diante do passivo. Ele pediu transparência. "Queremos salvar nosso hospital, mas precisamos de transparência e acesso total às informações para avaliar a real situação financeira. Só assim poderemos oferecer o suporte necessário sem comprometer as contas públicas e outros setores essenciais do município", destacou.
Na próxima semana, a prefeitura pretende buscar uma agenda com o Ministério Público para discutir alternativas à crise, com a participação da classe médica e de lideranças comunitárias.