Geral
Atualizado em 19/07/2021 às 11:56
Somos a favor do melhor serviço com o menor custo para os municípios, destaca coordenador da Famurs sobre a privatização da Corsan
Coordenador disse que a entidade quer conhecer os planos do governo e os efeitos que isso terá nos municípios
O coordenador-geral da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), Salmo Dias de Oliveira, afirmou em entrevista ao programa Manhã News com Douglas Biguelini, nesta segunda-feira, 19 de julho, que a prioridade da entidade é conhecer como se dará esse processo de privatização da Corsan. “Não é sobre ser contra ou a favor, mas sim prezar por um bom serviço de menor custo para os municípios, por isso, precisamos conhecer definitivamente como isso acontecerá”, salientou.
– Assumimos a Famurs e o assunto que estamos em debate já de cara para a nossa gestão é a privatização da Corsan. São 307 municípios gaúchos vinculados a Corsan e para cumprir o que se estabelece no marco regulatório de saneamento nacional, que é de 99% dos municípios receberem água tratada até 2033 e 90% receberem o tratamento de esgoto sanitário, o Governo propõe a venda e junto com ela a regionalização, ou seja, os municípios ficarem todos em um só bloco para garantir a eficiência econômica desse setor –, destacou.
Na próxima quarta-feira, 21 de julho, está marcada uma reunião de entidades que representam os municípios com o governador, Eduardo Leite, para debater o tema. Segundo Salmo, a entidade propôs a criação de um grupo de trabalho com todos os envolvidos nesse processo para discutir a pauta.
– Como coordenador da entidade começamos o trabalho com três regiões, nos reuniremos com mais de 50 prefeitos para ouvir o governo e como pretende fazer a regionalização, bem como a privatização e quais os feitos que isso refletirá nas vidas das pessoas. Nossa missão é conhecer como se dará esse processo, precisamos conhecer definitivamente como isso acontecerá –, disse.
Salmo ainda afirmou que a entidade preza conhecer os efeitos que terá nos municípios, “a Famurs hoje não tem um posicionamento, queremos conhecer como isso será feito para que não afete o bolso do contribuinte” afirmou o coordenador.
Ouça a entrevista completa: