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  • SUS começa a ofertar nove novos medicamentos para tratamento de câncer

    Tratamentos contemplam 13 indicações da doença e devem beneficiar mais de 116 mil pacientes. O investimento anual na aquisição dos medicamentos será de R$ 155,4 milhões

    O Ministério da Saúde começa a ofertar, nesta semana, nove novos medicamentos para o tratamento de diferentes tipos de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os tratamentos contemplam 13 indicações da doença, incluindo câncer de mama, próstata, pulmão, rim e diferentes tipos de linfoma. A previsão é beneficiar mais de 116 mil pacientes.

    Segundo o Ministério da Saúde, a disponibilização começa em 20 centros de tratamento distribuídos pelas diferentes regiões do país, com expectativa de expansão para os demais serviços até o fim do ano. O investimento anual previsto somente para a aquisição desses nove medicamentos é de R$ 155,4 milhões.

    A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, lançado em 2025 para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento especializado na rede pública. De acordo com o governo federal, muitos dos medicamentos já haviam sido incorporados ao SUS, mas ainda não estavam efetivamente disponíveis nos serviços de saúde.

    Com a nova etapa, o Ministério da Saúde pretende ampliar a oferta de tratamentos oncológicos e reduzir as desigualdades no acesso a medicamentos de alta tecnologia.

    Medicamentos de alto custo passam a ser disponibilizados

    Entre os medicamentos incluídos está o abemaciclibe, indicado para determinados casos de câncer de mama. De acordo com o Ministério da Saúde, o produto pode custar até R$ 366 mil na rede privada, o que evidencia o impacto financeiro que o tratamento pode representar para os pacientes.

    Outro medicamento é o pazopanibe, que passa a ser ofertado para uma nova indicação no SUS, voltada a pacientes com câncer renal metastático. Já o trastuzumabe, utilizado no tratamento do câncer de mama na rede pública, terá o uso ampliado para pacientes com câncer de estômago ou da junção esofagogástrica.

    Os tratamentos atuam de maneiras diferentes, conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e as características clínicas de cada paciente. Entre os benefícios esperados estão o aumento da sobrevida, a melhoria da qualidade de vida e a redução do risco de retorno da doença em situações nas quais o medicamento é indicado após a cirurgia.

    Investimento e ampliação do atendimento

    A oferta dos novos medicamentos faz parte de uma estratégia nacional para disponibilizar 23 fármacos oncológicos até o fim de 2026, ampliando em 35% as alternativas de tratamento na rede pública, conforme estimativa do Ministério da Saúde.

    Para viabilizar a iniciativa, o governo federal assumiu a compra direta e a negociação de dez medicamentos, articulou uma ata de registro de preços para outros nove e ampliou os repasses destinados ao custeio dos quatro restantes. O impacto financeiro estimado para o conjunto das medidas é de R$ 4 bilhões por ano.

    A implementação inicial contempla unidades de saúde de 17 estados, além do Distrito Federal, abrangendo todas as regiões brasileiras. No Rio Grande do Sul, os serviços também estão incluídos nesta etapa.

    Segundo o Ministério da Saúde, as equipes dos centros participantes receberão suporte para trabalhar com os novos fluxos de solicitação, registro e acompanhamento dos tratamentos, com processos mais integrados e digitalizados.

    Veja os nove medicamentos e as indicações

    Trastuzumabe: câncer de estômago ou da junção esofagogástrica.

    Abemaciclibe: câncer de mama precoce com receptores hormonais positivos e HER2 negativo, com comprometimento de linfonodos, ou doença avançada e metastática.

    Acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos.

    Pazopanibe: câncer renal metastático de células claras.

    Rituximabe: leucemia linfocítica crônica em primeira linha e diferentes tipos de linfoma, incluindo folicular e difuso de grandes células B.

    Abiraterona: câncer de próstata em diferentes cenários, incluindo doença resistente à castração e doença metastática sensível à hormonioterapia.

    Gefitinibe: câncer de pulmão de não pequenas células em primeira linha.

    TSH recombinante (alfatirotropina): câncer diferenciado de tireoide, em situações com indicação de tratamento com iodo radioativo.

    Sunitinibe: câncer renal metastático de células claras e tumor estromal gastrointestinal (GIST) avançado ou metastático após falha ao tratamento com imatinibe.

    A disponibilização dos medicamentos será realizada conforme as indicações clínicas estabelecidas e os critérios de atendimento do SUS, ampliando as opções terapêuticas para pacientes oncológicos atendidos na rede pública.

    *Informações Governo Federal 

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
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