Arquivo
Atualizado em 04/04/2017 às 08:39
Três Passos - Caso Bernardo completa três anos
Há exatamente três anos ocorria um dos crimes que mais chocou o Rio Grande do Sul e o País: o assassinato do menino Bernardo Uglione Boldrini, de apenas 11 anos.
O crime, que ocorreu em Três Passos, na região Noroeste do Estado, chamou a atenção e ficou marcado pela situação de abandono em que o menino vivia e a crueldade da sua execução, que teria sido praticada por aqueles que deveriam protegê-lo: o pai, o médico Leandro Boldrini, e a madrasta da vítima, Graciele Ugulini. Além disso, são réus no caso Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele, e Evandro Wirganovicz. Eles teriam ajudado na ocultação do corpo do menino.
Desde que o processo judicial teve início, há três anos, foram diversas as tramitações. O fato mais recente foi a decisão da presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, de negar o recurso da defesa do pai de Bernardo, Leandro Boldrini, que pedia a anulação da sentença que levava os réus a júri popular. Assim, por enquanto, os quatro réus deverão ser julgados pelo Tribunal do Júri, ainda sem data marcada para ocorrer, onde os jurados decidirão se são culpados ou inocentes.
Atualmente, os quatro encontram-se presos, à espera do julgamento. Leandro Boldrini está na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC). Graciele e Edelvânia, na Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em Porto Alegre; e Evandro, no Presídio Estadual de Três Passos. Desde o início do processo, já foram ouvidas 25 testemunhas de acusação e 28 de defesa na fase de instrução do processo.
O dia 4 de abril corresponde à data em que o menino de 11 anos desapareceu, como o caso foi tratado inicialmente. A descoberta do corpo e a confirmação do crime ocorreram 10 dias depois do desaparecimento. Ele estava dentro de um saco plástico enterrado em uma cova rasa, às margens de um rio na Linha São Francisco, no município de Frederico Westphalen, localizado cerca de 80 quilômetros de distância de Três Passos. A descoberta só foi possível porque Edelvânia, amiga de Graciele, confessou o crime e sinalizou o local onde havia sido feita a desova do corpo.
Correio do Povo Jornalismo Grupo Chiru Comunicações