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Atualizado em 16/03/2017 às 16:34
Três Passos: Hospital de Caridade e Prefeitura do município foram condenados a ressarcir paciente operado pelo médico Leandro Boldrini
O Hospital de Caridade de Três Passos, e a prefeitura do município foram condenados pelo Tribunal de Justiça do estado ressarcir uma paciente por danos morais. O valor da indenização foi fixado em R$ 15 mil. Ela havia ingressado com ação após passar por uma cirurgia de apêndice em 2008, realizada pelo médico Leandro Boldrini, que está preso acusado da morte do filho Bernardo. O assassinato aconteceu em abril de 2014, quando a criança tinha 11 anos. O corpo foi encontrado em uma cova em Frederico Westphalen, também no Norte gaúcho. O caso ganhou recuperação nacional e o pai da criança, que tinha 11 anos, é um dos réus do processo, do qual o juiz Marcos Luís Agostini definiu pelo júri popular e as defesas tentam anular esta decisão. Queimaduras após cirurgia A paciente e autora da ação relata que foi submetida a uma operação para a retirada do apêndice por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). No procedimento, tubos de soro superaquecidos teriam ficado junto ao corpo dela, o que acarretou em queimaduras nas duas pernas. A mulher alega que teve de evitar a exposição à luz solar por cerca de dois anos devido às queimadoras. Além disso, precisou fazer curativos diários até a cicatrização dos ferimentos, o que gerou o ressarcimento no valor de R$ 212,36 por gastos com medicamentos. A juíza Eloisa Helena Hernandez de Hernandez, de Santa Maria, reconheceu a responsabilidade do hospital e do município pelos danos morais e materiais. A instituição de saúde apelou da decisão ao Tribunal de Justiça. No TJ, o desembargador Jorge Alberto Schreiner Pestana manteve a responsabilização dos réus. "O contexto probatório colacionado aos autos demonstra que, ao contrário do que defendeu o recorrente, houve falhas nos procedimentos médicos, que geraram queimaduras nas pernas da paciente", afirmou o magistrado. Jornalismo Chiru Comunicações