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  • UFSM escolhe primeira mulher reitora

    Chapa 2, composta por Martha Adaime e Tiago Marchesan, venceu a consulta para a nova gestão da Reitoria da UFSM, obtendo 57,73% do total dos votos válidos

    Pela primeira vez em seus 64 anos de história, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) terá uma mulher no comando da Reitoria. Em consulta interna realizada na última quarta-feira (25/6), a comunidade acadêmica escolheu a chapa composta por Martha Adaime (Reitora) e Tiago Marchesan (Vice-reitor), que obteve 9.189 votos válidos, correspondendo a 57,73% do total.

    A chapa concorrente, formada pelo ex-reitor Felipe Müller e Alessandro Dal’Col, recebeu 6.727 votos (42,27%). Martha e Tiago foram os mais votados entre os docentes e os técnico-administrativos em educação (TAEs), consolidando uma vitória significativa.

    Martha Adaime é atualmente vice-reitora da instituição e professora titular. É graduada em Química Industrial pela UFSM e doutora em Química pela Unicamp. Ingressou na universidade em 1989 e, desde 2002, tem ocupado diferentes funções na gestão, como diretora, pró-reitora, chefe de gabinete e, mais recentemente, vice-reitora.

    Um marco para a UFSM e para o RS

    Com a eleição, a UFSM deixa de ser a única universidade federal do Rio Grande do Sul que nunca havia escolhido uma mulher para o cargo máximo da gestão. “Ser a primeira reitora nos 64 anos da UFSM é um marco histórico. É, no mínimo, uma reflexão para toda a comunidade universitária sobre a ocupação dos espaços pelas mulheres”, afirmou Martha.

    Ela destaca que, em 2014, apenas 27% dos cargos de direção eram ocupados por mulheres. Hoje, esse índice subiu para 48%. “Essas mudanças vêm acontecendo ao longo do tempo e refletem uma conscientização da comunidade de que esses espaços podem e devem ser ocupados por mulheres.”

    A futura reitora também comentou sobre a Política de Igualdade de Gênero da UFSM, destacando que sua construção foi complexa e que, mesmo hoje, enfrenta dificuldades para ser plenamente implementada. Segundo ela, será necessário revisar a política, fortalecer ações e garantir apoio institucional à Comissão de Igualdade de Gênero.

    Desafios regionais

    Em entrevista ao Grupo Chiru, Martha destacou os desafios administrativos que envolvem todos os campi da universidade. Um dos principais problemas apontados é a precariedade dos serviços terceirizados, o que deverá ser enfrentado com alternativas como novas licitações ou concursos públicos regionalizados, voltados para as necessidades específicas de cada campus.

    Especificamente sobre o campus de Frederico Westphalen, Martha citou como desafio urgente a questão do transporte dos estudantes, que atualmente opera com horários restritos e não funciona aos fins de semana. Além disso, tanto em Frederico quanto em Palmeira das Missões, a nova gestão pretende resolver os entraves relacionados à contratação de profissionais para execução de projetos de extensão.

    A futura reitora afirmou que já iniciou diálogo com autoridades públicas para buscar soluções que viabilizem melhorias nos serviços e assegurem o pleno funcionamento das atividades acadêmicas e extensionistas nos campi do interior.

    *Com informações Ascom/UFSM 

     

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
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