Arquivo
Atualizado em 04/04/2015 às 06:49
Um ano se passou, e o caso que choquou Tres Passos ainda aguarda julgamento
O ano passou depressa enquanto o processo que investiga o assassinato do garoto Bernardo Boldrini ainda tramita na Justiça. Apesar de à época da denúncia do crime pelo Ministério Público existir a expectativa de que o julgamento levaria no máximo um ano para ocorrer, neste sábado, 365 dias depois, os quatro acusados de envolvimento seguem sem ir a júri. Naquela tarde de abril, Bernardo foi morto e enterrado em uma cova rasa no município de Frederico Westphalen, sob suspeita do envolvimento do pai do menino, o médico Leandro Boldrini; a madrasta Graciele Ugulini; a amiga desta, Edelvânia Wirganovicz; e o irmão de Edelvânia, Evandro. Todos permanecem presos, contudo. Os réus ainda não foram interrogados pela Justiça, o que deve ocorrer assim que a última testemunha de defesa for ouvida. Também está sendo aguardado o Instituto-Geral de Perícias (IGP), para que se manifeste acerca do resultado da perícia do receituário supostamente assinado por Leandro para a compra do medicamento Midazolam, provável responsável pela morte do menino. Uma das justificativas para a demora pela decisão se haverá ou não júri popular é a quantidade de testemunhas convocadas. “Certamente, quando a promotora que então atuava no caso fez a previsão de um ano até o julgamento, não se esperava que as defesas fossem arrolar tantas testemunhas”, afirmou a atual promotora do caso Silvia Jappe, referindo-se à promotora Dinamárcia Maciel, que elaborou a denúncia. O primeiro defensor de Leandro Boldrini solicitou que 37 pessoas fossem ouvidas. Os advogados que assumiram o caso após o afastamento de Jader Marques desistiram da maioria das oitivas convocadas. Ao todo, foram realizadas 18 audiências de instrução, 25 testemunhas de acusação e 28 de defesa foram ouvidas. Claudemir da Rosa / Grupo Chiru Comunicações