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Atualizado em 16/12/2015 às 07:59
Veículo movido a GNV que fez travessia bioceânica passa pelo RS
Um Ford Ka Hatch, modelo 2014, que cruzou o continente, do Atlântico ao Pacífico, utilizando combustíveis menos poluentes, tem despertado o interesse de muitos motoristas no estado. O Projeto Travessia Bioceânica EGNV do Instituto Surear percorreu quatro países (Brasil, Bolívia, Peru e Chile), em um automóvel abastecido prioritariamente com Gás Natural Veicular (GNV), tendo o Etanol como combustível complementar. Após percorrer mais de 10 mil quilômetros, o veículo, cedido pela Ford e adaptado com kit GNV 5ª Geração Omegas da Landirenzo, chegou ao RS. No Estado, o projeto recebeu o apoio da Sulgás para exposição em postos de GNV de Porto Alegre e de Canoas. Nesta terça-feira, dia 15, o Ford Ka foi abastecido com o GNVerde (biometano produzido em fase experimental em Montenegro). Também esteve em Santa Maria e Caxias do Sul. O idealizador do projeto, o cientista social e presidente do Instituto Surear, Fabrizzio Cedraz, conduziu o veículo durante a aventura, acompanhado pela historiadora Lina Aras. De acordo com ele, o carro conseguiu um desempenho inacreditável. Foi possível percorrer entre 20 e 25 quilômetros por metro cúbico de gás natural, num carro adaptado com 3 cilindros, o que lhe garantiu uma capacidade de armazenamento de 34,5 metros cúbicos e até 700 quilômetros de autonomia. Outra vantagem foi o aumento no tempo de duração do óleo. “Trocamos a cada 15 mil quilômetros e, segundo análise feita pelo fabricante a partir de uma mostra que enviamos, poderemos trocar de agora em diante, a cada 20 mil quilômetros, pois o óleo ainda está apto para uso”, comenta. A primeira etapa da travessia durou 18 dias e percorreu quatro países, contando com o patrocínio da Bahiagás e de uma série de apoiadores. O carro partiu de Salvador, atravessando mais três países, chegando a transitar a 4.800 metros na região andina. De acordo com Cedraz, a perda de potência em grande altitude foi bem menor do que o descrito por especialistas e eles também contrariaram todas as expectativas de quem não acreditava que a dupla pudesse chegar aos Andes. “Em todo o lugar que apresentamos o projeto as pessoas se surpreendem quando digo que, além do ecologicamente correto, o GNV é muito mais econômico”, acrescenta. O diretor-presidente da Sulgás, Claudemir Bragagnolo, que testou o veículo durante as ações do projeto no Rio Grande do Sul, comprova o grande o desempenho do carro. “Além da autonomia e economia, é um veículo muito bom de dirigir. Possui uma boa retomada e excelente desempenho em alta velocidade”, avaliou. “Um projeto como este expressa muito bem as vantagens do combustível, como as ambientais e a segurança. Os veículos movidos a GNV passam por controle e legislação rigorosos com relação à fabricação dos equipamentos, instalação do gás e inspeções”, ressalta o dirigente. Após a conclusão da nova etapa do projeto que vai do Sul do país até a Bahia, o veículo será desmontado para análises de desempenho. Texto: Janine Toma Ponte/ Ascom Sulgás Poliana Grudka- Jornalismo Grupo Chiru Comunicações