Região
Atualizado em 24/09/2025 às 16:14
Venda do Costelão impulsiona economia na região durante a Semana Farroupilha
Aumento na procura pelo corte chega a 50% em alguns estabelecimentos e movimenta mercados e açougues
A chegada da Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul é marcada pelas confraternizações e pelo cheiro de churrasco. É nesta época do ano que o prato principal dos gaúchos se torna quase diário, refletindo diretamente na venda em mercados e açougues em todo o estado.
Os mercados parceiros do Grupo Chiru em toda a região relatam o crescimento expressivo na procura por um corte em específico: o costelão e, até mesmo, o tradicional churrasco de costela. Conhecido por ser a estrela do mês de setembro, o consumo desse corte aumenta entre 30% e 50%, exigindo preparo e planejamento antecipado dos açougues.
O costelão é símbolo de encontro entre amigos e familiares, já que o preparo demanda tempo e partilha. “Esse prato representa a essência da cultura gaúcha, em dividir e preparar com carinho o alimento”, destacou o presidente da Associação Farroupilha Frederiquense, Michel Busatto, que junto com a equipe organiza o Costelaço Golponeiro. O evento contará com 120 peças assadas no sábado e entregues aos galponeiros do 45º Acampamento Farroupilha.
Na economia, a costela garante encomendas antecipadas e reforço nos estoques de mercados e açougues. Em Frederico Westphalen, por exemplo, um único supermercado separou 1 tonelada do corte para atender a demanda da Semana.
Neste ano, mesmo com os estoques bastecidos, os estabelecimentos destacam a importância de reservas para garantir o assado. As costelas resfriadas, cortadas e armazenadas sem congelamento, são as mais procuradas, com preços que variam entre R$ 35,98 e R$ 39,90.
Para atender a todos gaúchos, também há oferta do corte congelado, uma alternativa mais acessível para compras de última hora, com valores entre R$ 23,95 e R$ 29,90.
E apesar da costela ser a carne mais requisitada, cortes como alcatra, picanha e maminha também têm espaço garantido nas confraternizações farroupilhas.
**Sob supervisão de Heloise Santi