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  • Verão chega com chuvas e sem previsão para a formação do La Niña

    Conforme o meteorologista Flávio Varone, o cenário é favorável para a safra de verão, especialmente para a cultura de soja

    Com o fim de uma primavera com chuvas e temperatura próximas da média, o verão chega ao Hemisfério Sul neste domingo, 21 de dezembro, às 12h03, sem confirmações sobre a formação do fenômeno La Niña. A expectativa para a estação é de cenário favorável para a safra de verão, especialmente para a cultura da soja, em função das condições climáticas, como apontou o coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS) Flávio Varone, em entrevista ao Grupo Chiru.
    De acordo com o meteorologista, o verão não terá estiagem severa e tende a apresentar condições climáticas típicas de cada região. Para o Rio Grande do Sul, isso significa redução nos volumes de chuva em comparação com a primavera e pequenas estiagens, especialmente em janeiro e fevereiro. O fim de dezembro, no entanto, deve ser de instabilidade em todo o Estado. Já as temperaturas não devem ser extremas.
    – Finalmente, após safras frustradas, acredito que teremos uma safra favorável, em função das condições climáticas –, projeta Varone.


    O La Niña é um fenômeno climático-oceânico em que há um resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico. Com origem na região do Pacífico Equatorial, ele provoca alterações sazonais na circulação geral da atmosfera, podendo durar de nove a 12 meses. Essas alterações provocam chuvas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil e secas no Sul e Sudeste.
    A partir do segundo semestre deste ano, alguns institutos meteorológicos, como a Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA (NOAA), projetaram que o fenômeno seria confirmado para 2025. No entanto, segundo a avaliação de Varone, essas projeções foram precipitadas.
    O meteorologista explica que, de fato, houve um resfriamento das águas do Oceano Pacífico, mas, ainda é cedo para confirmar a chegada do fenômeno, uma vez que os índices que configuram a formação do La Niña não foram atingidos. “Possivelmente, a gente não vai ter um La Niña. Quando a gente daqui a alguns anos olhar para trás, a gente vai notar que teve um resfriamento, mas, que não configura realmente um La Niña”, avalia.

    Beatriz Vieira - Jornalismo Grupo Chiru
    No Ar: Sul Bandas com Vilmar Luza 17:00 - 19:00

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