Agro
Atualizado hoje às 16:59
182 propriedades receberam a força-tarefa para prevenir entrada do caruru-gigante no RS
Ação vistoriou propriedades em 55 municípios e reforçou orientações a produtores sobre a praga que ameaça lavouras
O Governo do Estado realizou uma força-tarefa para prevenir a entrada do caruru-gigante (Amaranthus palmeri) no Rio Grande do Sul, praga considerada de alto risco para a produção agrícola. A ação ocorreu entre os dias 13 e 17 de abril, com a mobilização de cerca de 30 servidores do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
Durante a operação, foram vistoriadas 182 propriedades rurais em 55 municípios, com foco na região norte do Estado, considerada área prioritária devido à proximidade com Santa Catarina, onde a planta foi recentemente identificada.
Embora ainda não tenha sido registrada em território gaúcho, a praga é classificada como quarentenária e pode causar perdas expressivas nas lavouras. Estimativas apontam redução de até 79% na produtividade da soja e até 91% no milho, além de aumento nos custos de produção e dificuldades na colheita.
Além das vistorias, a força-tarefa realizou oito coletas de material para análise em laboratório do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de identificar possíveis espécies de caruru. Também foram promovidas ações de conscientização, com entrevistas em emissoras de rádio e reuniões com sindicatos rurais.
Segundo o fiscal estadual agropecuário Alonso Duarte de Andrade, que coordenou a operação, o trabalho buscou ampliar a vigilância e orientar os produtores. “Além das vistorias, conseguimos fortalecer a conscientização e a rede de prevenção”, destacou.
O agrônomo e fiscal do Departamento de Defesa Vegetal, Rodrigo Rubenich explica que o caruru-gigante compete diretamente com as culturas por nutrientes, luz solar e espaço. “A planta se destaca pelo crescimento rápido e pela alta agressividade, podendo produzir até um milhão de sementes por indivíduo, o que facilita sua disseminação. Outro fator preocupante é a resistência a herbicidas, que dificulta o controle”, alerta.
Entre as principais recomendações estão o uso de sementes certificadas e a limpeza rigorosa de máquinas e equipamentos agrícolas, especialmente aqueles provenientes de outras regiões, evitando a introdução de sementes da planta no Estado.
A chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal, Deise Feltes Riffel, ressalta que a fiscalização será permanente. “É fundamental que os produtores sejam parceiros, monitorando suas lavouras e comunicando imediatamente qualquer suspeita”, afirmou.
Ocorrências suspeitas devem ser imediatamente comunicadas à Seapi pelo e-mail defesavegetal@agricultura.rs.gov.br, com envio de registro fotográfico, localização precisa (endereço e, principalmente, coordenadas geográficas).
Mais informações também podem ser obtidas pelos telefones: (51) 3288-6294 e (51) 3288-6289.
*Com informações Governo RS