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  • 41ª Feira do Livro de Frederico Westphalen destaca o brincar, a infância e o papel dos adultos na educação

    Programação reuniu escritores, estudantes e profissionais da educação em atividades que abordaram a literatura, a criatividade, as brincadeiras tradicionais e os desafios do uso de telas na infância

    A 41ª Feira do Livro de Frederico Westphalen encerrou sua programação na sexta-feira, 9 de outubro, deixando como destaque uma reflexão sobre o papel da literatura, da brincadeira e das relações humanas no desenvolvimento infantil. Com o tema “Cada verso, cada letra tem história”, o evento reuniu estudantes, educadores, escritores e a comunidade em atividades que foram além do incentivo à leitura e trouxeram para o debate os desafios da infância na atualidade.

    Realizada pela Prefeitura de Frederico Westphalen, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, a Feira contou com intervenções artísticas, contação de histórias, bate-papos com escritores, sessões de autógrafos e palestras. Devido às condições climáticas, parte da programação inicialmente prevista para espaços externos foi transferida para o Salão de Atos da URI, garantindo a continuidade das atividades.

    Desde a abertura a Feira já trouxe no discurso da patronesse, Angela Paloschi Mazzonetto, os desafios de educadores e pais no uso das telas, nas interferêcias disso no aprendizado e nas relações humanas. "Precisamos apresentar aos nossos pequenos o prazer da leitura, a importância do livro, das letras, do peso dele nas mãos e principalmente do exerício imafginário que ele proporciona", disse.

    Ao reunir literatura, arte, brincadeiras e discussões sobre a infância, a 41ª Feira do Livro colocou em evidência a importância de pensar a educação para além dos conteúdos formais. Para a secretária Maristela Piovesan Freitas, a programação reforçou o papel dos adultos — familiares, professores e cuidadores — na criação de ambientes que favoreçam a curiosidade, a imaginação, a convivência e o aprendizado e acima de tudo sejam o início de uma sementinha que dará frutos na vida adulta.

    Vídeo do 1º dia de feira

    O brincar como parte do aprendizado

    Um dos eixos centrais da programação foi a valorização do brincar como elemento fundamental para o desenvolvimento das crianças. O arte-educador Nélio Spréa conduziu atividades e reflexões sobre a importância das brincadeiras na formação infantil, resgatando jogos e práticas tradicionais que marcaram diferentes gerações.

    A proposta foi mostrar que brincar não é apenas uma forma de entretenimento, mas também uma maneira de aprender, desenvolver a criatividade, construir relações e compreender o mundo. "Brincadeiras de roda, cantigas, jogos de mãos e outras experiências coletivas fazem parte de um repertório cultural que pode e deve continuar presente na educação das novas gerações", salientou.

    A discussão também trouxe para o centro do debate a presença das telas na rotina infantil. Em uma realidade na qual celulares, tablets e outros dispositivos digitais ocupam cada vez mais espaço, a valorização das brincadeiras tradicionais reforça a importância de oferecer às crianças oportunidades de explorar, imaginar, movimentar-se e interagir com outras pessoas.

    Vídeo 2º dia da feira

    Cláudio Thebas destaca a comunicação e a conexão humana

    Outro momento importante da Feira foi a palestra do escritor, educador e palhaço Cláudio Thebas, realizada na noite de sexta-feira, no encerramento da 41ª edição. Com uma abordagem interativa, ele envolveu os participantes em brincadeiras e experiências que utilizaram elementos da palhaçaria para provocar reflexões sobre a comunicação e as relações humanas.

    A proposta evidenciou que a palhaçaria vai além do humor e das risadas. Por meio da espontaneidade, da escuta e da interação, essa linguagem artística pode criar oportunidades de encontro, aproximar pessoas e estimular formas mais sensíveis de comunicação. "Quando brincamos, nos tornamos amigos", enfatizou o escritor ao discorrer sobre uma de suas vivências com as crianças e que faz sentido, independente da idade biológica. "Nós adultos precisamos ser mais esquisitos. Não ter medo de ser o que somos, de fazer coisas que nos fazem bem", completou ele em entrevista ao Grupo Chiru.

    A experiência também convidou os adultos a saírem de uma posição exclusivamente orientadora para participar das atividades, experimentar e se conectar com os demais. A abordagem está alinhada ao trabalho de Thebas, que desenvolve iniciativas relacionadas à escuta, à empatia e à convivência. 

    Vídeo 3º dia de feira

    Literatura e encontro com os leitores

    A programação também teve a participação da escritora Paula Pimenta, que conversou com estudantes e leitores, compartilhou aspectos de sua trajetória e participou de sessões de autógrafos. A presença da autora aproximou o público do universo literário e proporcionou aos jovens a oportunidade de conhecer mais sobre o processo de criação de histórias.

    As atividades artísticas de Danilo André Gregory integraram a programação em todos os dias, com intervenções voltadas à interação com os estudantes. A escritora Gabi Salsicha participou do evento itinerante, com contação de histórias em escolas municipais de Educação Infantil, ampliando o acesso das crianças à literatura para além do espaço central da Feira.

    O evento contou ainda com lançamentos de livros promovidos pela Academia Frederiquense de Letras, valorizando a produção literária e os autores locais.

     

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
    No Ar: Conexão Chiru com Alex Nunes 10:00 - 12:00

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