Saúde
Publicado hoje às 11:29
Anvisa aprova uso de terapia contra o câncer de mama HER2-positivo
A aprovação vale para adultos que apresentam a chamada doença invasiva residual
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de uma nova nova terapia precoce contra alguns tipos de câncer de mama. A nova indicação é o Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), medicamento já utilizado no Brasil.
Com a mudança, a terapia poderá ser usada mais cedo na jornada de tratamento, em pacientes com câncer de mama HER2-positivo inicial que permanecem com sinais da doença mesmo após quimioterapia, terapia-alvo e cirurgia. A aprovação vale para adultos que apresentam a chamada doença invasiva residual, quando ainda são encontradas células cancerígenas no tecido retirado durante a cirurgia.
Segundo a Anvisa, até 25% dos pacientes com doença residual podem apresentar recidiva em até 10 anos. Esse grupo é o que mais apresenta chances de retorno da doença.
Como funciona a nova terapia
O trastuzumabe deruxtecana pertence à classe dos conjugado anticorpo-droga. A tecnologia funciona como um sistema de entrega direcionada, unindo um anticorpo capaz de reconehcer uma característica específica da célula tumoral a uma substância desenvolvida para destruir essas células.
No caso do Enhertu, o anticorpo identifica o HER2, uma proteína que aparece em maior quantidade em alguns tumores de mama. Após se ligar à célula cancerígena, o medicamento libera um agente citotóxico, responsável por causar danos e levar à morte da célula tumoral.
Apesar de ser uma inovação, o medicamento não está disponível no Sistema Único de Saúde. A autorização da agência permite o uso da terapia no país, mas a oferta na rede pública depende de uma avaliação de incorporação.
*Informações g1