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Atualizado ontem às 10:38
Arte e solidariedade levam representantes da região para ações sociais em Moçambique
Vice-presidente da Associação Cultural Atena, de Frederico Westphalen, Samia Younes Prá, integrou caravana do projeto Arte sem Fronteiras, coordenado pela artista plástica Valéria Pinheiro
A arte atravessou fronteiras e chegou às comunidades de Moçambique como instrumento de acolhimento, convivência e solidariedade. A experiência contou com a participação da vice-presidente da Associação Cultural Atena, de Frederico Westphalen, Samia Younes Prá, que integrou uma das caravanas do projeto Arte sem Fronteiras, iniciativa desenvolvida na região pela artista plástica Valéria Pinheiro, em parceria com a Fraternidade sem Fronteiras.
Valéria já desenvolve há anos ações semelhantes em comunidades em situação de vulnerabilidade de diferentes países. Por meio do projeto, são organizadas caravanas anuais que reúnem voluntários interessados em contribuir com atividades sociais e culturais. Neste ano, o destino foi Moçambique.
Samia conheceu a iniciativa por meio de Valéria e decidiu se inscrever para participar da caravana. Após passar por uma entrevista e ser selecionada, iniciou a preparação para a viagem, incluindo a organização dos recursos necessários para viabilizar a participação. “Sim, a Valéria tem um projeto Arte sem Fronteiras, dentro da Fraternidade, e ela faz caravanas anuais para ajudar nas comunidades carentes de vários países. Este ano foi para Moçambique e eu me inscrevi, fui aceita depois de entrevista e aí fui me organizando, juntei o valor necessário e pude ir”, relata.
Durante a permanência no país africano, os voluntários participaram de diferentes atividades junto às comunidades. Entre elas estiveram a decoração de escolas recém-construídas, pintura de murais, jardinagem, entrega de roupas e calçados e auxílio na preparação e distribuição de refeições para crianças.
As ações também proporcionaram momentos de convivência direta com moradores e crianças das localidades atendidas. A proposta é utilizar a arte não apenas para transformar os espaços físicos, mas também como forma de aproximação entre pessoas de diferentes culturas.
A participação de Samia também levou o nome de Frederico Westphalen para uma iniciativa que une cultura, voluntariado e solidariedade. Para a Associação Cultural Atena, a experiência reforça a possibilidade de utilizar a produção artística como ferramenta de cuidado, acolhimento e transformação social.
A caravana deste ano também contou com a participação de Larine Bonafé, de Palmitinho, ampliando a presença de voluntários da região na iniciativa.
Mais do que a contribuição deixada nas comunidades, a experiência também provocou mudanças em quem participou. Ao refletir sobre os dias vividos em Moçambique, Samia resumiu a dimensão dessa troca: “Na verdade, recebemos muito mais do que doamos!”
A frase traduz um dos principais propósitos do Arte sem Fronteiras: promover encontros por meio da arte e da solidariedade, levando ajuda a comunidades que enfrentam dificuldades, mas também permitindo que os voluntários retornem com novas experiências, aprendizados e vínculos construídos além das fronteiras.