Segurança
Publicado hoje às 09:32
Brigada Militar cria ferramenta com o uso de algoritmos para combate ao feminicídio
Com a tecnologia implementada, os algoritmos consideram fatores como a proximidade e grau de risco
A Brigada Militar agora conta com uma nova ferramenta para identificar as melhores rotas e ampliar o atendimento da Patrulha Maria da Penha às vítimas de violência doméstica em todo o Rio Grande do Sul. O sistema foi desenvolvido pela corporação e utiliza algoritmos de rotas e indica também a gravidade dos casos.
A iniciativa integra o Sistema de Planejamento e Estatística (SPE) e também é adotada pelas Patrulhas Escolares nas visitas às instituições de ensino. O SPE foi implementado em julho de 2025 e introduziu uma nova forma de gestão e controle dos dados de produtividade, agora disponibilizados em tempo real, substituindo integralmente o modelo anterior e proporcionando maior agilidade, confiabilidade e transparência nas informações operacionais.
Nesse cenário, a funcionalidade de roteirização surge como um importante avanço dentro do sistema, potencializando ainda mais a eficiência do planejamento operacional ao otimizar a coleta e análise dos dados, além de qualificar o emprego dos recursos operacionais da instituição.
Sistema de rotas
As rotas eram definidas pelas patrulhas com base exclusivamente nos endereços das vítimas e das instituições de ensino. Com a tecnologia implementada, os algoritmos consideram fatores como a proximidade e grau de risco, além de possibilitar a criação de rotas alternativas para efetividade do serviço. O uso da ferramenta otimiza o trabalho, dando oportunidade de mais visitas ao mesmo tempo de trabalho, o que amplia a cobertura territorial.
O comandante-geral da Brigada Militar, coronel PM Luigi Gustavo Soares Pereira, explica o impacto da ferramenta.
"O grande objetivo da roteirização é ampliar a área de cobertura das nossas patrulhas. Temos como característica de todo o efetivo da Brigada Militar a capacidade de atender a qualquer ocorrência. Muito mais do que termos uma patrulha específica para cada atividade, trabalhamos na capacitação e, principalmente, na disponibilização de qualquer patrulha para atuar nas atividades da Maria da Penha e na atividade escolar. A roteirização dessas patrulhas, em específico, traz maior profundidade e um número maior de atendimentos", afirma o coronel PM Luigi.
Segundo o coordenador estadual das Patrulhas Maria da Penha, tenente-coronel Cristiano Moraes, o sistema permite que os policiais otimizem seus deslocamentos dentro de cada setor, identificando automaticamente as vítimas e instituições de ensino que demandam maior prioridade de visita.
“A criação da roteirização, tanto para as Patrulhas Escolares quanto para a Patrulha Maria da Penha, tem como principal objetivo o aperfeiçoamento do serviço prestado. A funcionalidade, além de gerar automaticamente trajetos prioritários, permite ao operador selecionar instituições de ensino e vítimas localizadas nas proximidades, por meio de análise geoespacial no mapa, possibilitando sua inclusão em uma mesma rota. Dessa forma, amplia-se a capacidade de otimização do itinerário, garantindo maior eficiência e abrangência no emprego das patrulhas”, explicou.
Por meio do sistema, cada organização policial militar (OPM) pode criar rotas otimizadas de acordo com sua realidade local e estabelecer critérios próprios para selecionar as escolas a serem visitadas. Os parâmetros podem incluir o número de alunos, informações de inteligência sobre possíveis ameaças ou vulnerabilidades e prioridades regionais. Após a seleção das escolas, o algoritmo gera automaticamente um roteiro aprimorado, desenvolvido pela equipe da Brigada Militar.
*Com informações do Governo RS e Brigada Militar