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  • Caso de professora encontrada morta após incêndio em Constantina passa a ser investigado como feminicídio

    Ex-marido de Glória Werkhausen, 43 anos, foi preso na quinta-feira, 16 de julho

    A Polícia Civil passou a tratar como feminicídio a morte da professora Glória Werkhausen, 43 anos, encontrada sem vida no domingo, 12 de junho, após um incêndio atingir a casa onde morava, no bairro Florestal, em Constantina, no norte do Estado. 

    Para o delegado diretor do departamento de grupos vulneráveis, Juliano Ferreira, a falta de sinais de outros crimes levaram a investigação para feminicídio.

    – Não havia sinais de furto ou de roubo. Então outros sinais levaram a investigação a ser tratada como feminicídio – comentou.   

    O avanço da investigação ocorre após a prisão do ex-marido da vítima, identificado como Márcio Oliveira dos Santos, realizada pela Brigada Militar na manhã desta quinta-feira, 16 de julho. O homem foi detido por volta das 10h40min e é apontado como suspeito no caso.

    Segundo o delegado Cristiano De Bone, responsável pela investigação, na quarta-feira, 15 de julho, foi solicitado um mandado de prisão temporária em nome do suspeito, que deve ficar preso por 30 dias. "Fizemos buscas na casa do ex-marido e todos indícios apontam para feminicídio. Hoje o mandado foi expedido e fizemos o cumprimento. O suspeito estava no hospital desde ontem por crise nervosa, então fomos até lá e demos voz de prisão", disse.

    Detalhes sobre a possível motivação do crime ainda não foram divulgados. Com mais este caso, o Rio Grande do Sul soma 43 feminicídios.

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    Sinais de agressão 

    A morte de Glória inicialmente foi registrada após um incêndio na residência onde ela vivia sozinha.

    No entanto, durante os trabalhos periciais, foram identificadas marcas de esganadura no pescoço da professora, situação que levou a polícia a descartar a hipótese de suicídio.

    Um cabo foi encontrado enrolado no pescoço da vítima. Os peritos, porém, também constataram sinais de agressão.

    Glória Werkhausen atuava como professora da rede municipal de ensino. A morte causou comoção em Constantina. Após a confirmação do caso, a prefeitura publicou nota de pesar e suspendeu as aulas da rede municipal.

    A professora foi velada e sepultada na última terça-feira, dia 14 de julho, em Novo Xingu.

    A investigação segue em andamento.

    *Informações GZH

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
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