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  • Caso Rafael Mateus: investigação pode ter novos desdobramentos

    Polícia Civil apura se outras pessoas teriam participado do crime

    A investigação que apura a morte de Rafael Mateus Winques, 11 anos, encontrado morto na segunda-feira, 25 de maio, em Planalto pode ter novos desdobramentos na próxima semana.

    Extraoficialmente, o delegado Ercílio Carletti, titular da Delegacia de Polícia de Planalto e responsável pelo caso, informou à equipe de reportagem do Grupo Chiru que a Polícia Civil deve ter novos elementos sobre a morte do menino. Inicialmente, o caso era investigado como desaparecimento.  Mas na última segunda-feira, 25 de maio, a mãe do menino, Alexandra Batista Dougokenski confessou ter matado a criança.

    Em depoimento, Alexandra disse que administrou dois comprimidos de Diazepam para acalmar o menino, que estava muito nervoso. Na terça-feira, 26 de maio, laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) apontou que o Rafael Mateus foi morto por estrangulamento, contrariando a versão da mãe do menino.

    Já na quarta-feira, 27 de maio, em entrevista exclusiva ao Grupo Chiru, os advogados de defesa da mãe do menino, Jean Severo e Gustavo Nagelstein, reafirmaram que a morte foi acidental. A defesa deve seguir a linha de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

    A Polícia Civil ainda apura se outras pessoas estariam envolvidas com o crime. Alexandra disse que agiu sozinha.

    Na sexta-feira, 29 de maio, uma equipe do IGP esteve novamente em Planalto para realizar nova perícia na casa onde Rafael Mateus vivia com a mãe e o irmão mais velho e na residência onde o corpo do menino foi encontrado. O objetivo é elucidar como ocorreu o homicídio.

    Avó nega participação no crime

    A Polícia Civil trata o caso da morte de Rafael Mateus como homicídio doloso e investiga se a mãe teve ajuda de mais alguém. Duas pessoas são suspeitas, de acordo com o delegado Ercilio Carletti.

    Enquanto ainda assimila os acontecimentos, a avó de Rafael Mateus e mãe de Alexandra, Isaíldes Batista, nega as acusações de envolvimento com o crime que escuta pelo município.

    Isaíldes prestou novo depoimento à Polícia Civil na quinat-feira, 28 de maio, e mais uma vez disse que soube da morte do neto, apenas, quando Alexandra confessou o crime e indicou o local do corpo.

    A avó disse que teria ido à casa da filha no dia seguinte ao desaparecimento e estranhado a ausência de Rafael, mesmo com a cama desarrumada e a porta do quarto estar aberta. Porém, acreditava ser uma brincadeira do neto, e ignorou o fato.

    Isaíldes admite que tinha o remédio indicado pela filha (Alexandra informou em depoimento que pegou os comprimidos que administrou em Rafael Mateus na casa da mãe).

    Contudo, não confirma se a filha pegou os comprimidos, nem sabe como teve acesso ao medicamento. De acordo com a avó, o médico receitou Diazepam a um de seus três filhos que tinha problemas para dormir.

    * Com informações do G1

    Priscila Nhoatto - Jornalista Grupo Chiru
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