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Publicado hoje às 09:28
CEITEC recebe R$ 220 milhões para ampliar produção de chips em Porto Alegre
Recursos do Governo Federal serão destinados à estruturação e modernização da empresa para fabricação de semicondutores de carbeto de silício
O Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC), em Porto Alegre, conta com R$ 220 milhões em recursos do Governo Federal para ampliar e modernizar sua estrutura de produção de semicondutores. Os recursos integram o plano de reestruturação da empresa, que prevê a fabricação de chips em escala comercial.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, visitou a unidade durante a instalação de novos equipamentos destinados à produção de chips de carbeto de silício (SiC). Conforme as informações apresentadas durante a visita, a implantação da nova estrutura alcança cerca de 50% de execução física.
Os chips de carbeto de silício são utilizados na fabricação de componentes de alta potência, com aplicações em equipamentos de geração de energia solar e eólica, veículos elétricos e híbridos e equipamentos médicos.
Além da nova linha tecnológica, a CEITEC mantém a produção de chips RFID, utilizados em sistemas de identificação por radiofrequência.
A expectativa é que a ampliação da estrutura permita à CEITEC avançar na produção de semicondutores e ampliar sua atuação em aplicações relacionadas à energia, mobilidade e outras áreas de alta tecnologia.
Recursos também contemplam projetos no Estado
Os R$ 220 milhões destinados à CEITEC fazem parte dos total de R$ 8,4 Bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), administrado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), destinados pelo Ministério a Ciência, Tecnologia e Inovação, para fortalecer o ecossistema científico, tecnológico e industrial do Rio Grande do Sul.
No Estado, os investimentos também abrangem projetos de empresas, universidades e centros de pesquisa nas áreas de inteligência artificial, robótica, microeletrônica, semicondutores, energias renováveis e transição energética.
Entre as instituições envolvidas estão a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), além de empresas e organizações vinculadas a parques tecnológicos como o Tecnopuc, da PUCRS, e o Tecnosinos, da Unisinos.