Agro
Publicado hoje às 14:30
Confirmado em Palmitinho primeiro caso de greening no Rio Grande do Sul
Doença considerada uma das mais severas da citricultura mundial foi identificada em mudas de citros; equipes da Seapi e do Ministério da Agricultura atuam para evitar a disseminação
O Rio Grande do Sul registrou o primeiro caso de greening (HLB), considerada a doença mais grave da citricultura mundial. A confirmação foi feita na segunda-feira, 8 de junho, após análises laboratoriais realizadas pela rede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O foco da doença foi identificado em um pomar doméstico no município de Palmitinho, no Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. A propriedade possui cerca de 20 mudas de citros.
Desde a confirmação, equipes do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul iniciaram ações de monitoramento e fiscalização na região. Conforme os protocolos fitossanitários, as plantas infectadas serão erradicadas e haverá controle rigoroso do psilídeo (Diaphorina citri), inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora da doença.
A principal hipótese investigada é que o greening tenha chegado ao Estado por meio da aquisição de mudas irregulares já contaminadas.
Segundo o diretor do DDV, Ricardo Felicetti, o foco foi identificado em uma área sem grande concentração de produção comercial de citros, o que pode contribuir para conter a disseminação da doença.“O Rio Grande do Sul desenvolve há muitos anos um trabalho permanente de monitoramento e prevenção ao greening. Felizmente, a confirmação ocorreu em um pomar doméstico localizado em uma região sem grande concentração de citricultura comercial. Vamos adotar todas as medidas necessárias para impedir a disseminação para outras regiões do Estado”, destacou.
O greening afeta todas as espécies cítricas e não possui tratamento eficaz. Entre os principais sintomas estão o amarelecimento das folhas, deformação dos frutos, sabor amargo, redução da produtividade e morte das plantas, como laranjeiras, limoeiros e bergamoteiras.
As autoridades reforçam a orientação para que produtores e moradores adquiram apenas mudas com origem certificada e dentro das normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura.
Apesar dos prejuízos para a citricultura, a doença não oferece riscos à saúde humana. O impacto ocorre exclusivamente na produção e na qualidade dos frutos.
O protocolo
As ações seguem o Plano de Ação estabelecido com base na Portaria SDA/Mapa nº 1.326/2025, que institui o Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening.
Também serão intensificadas as atividades de vigilância fitossanitária em toda a região, com atenção especial aos pomares comerciais e ao trânsito de mudas.
Conforme determina o protocolo fitossanitário, será realizada a erradicação das plantas infectadas e o controle rigoroso do psilídeo (Diaphorina citri), inseto transmissor da bactéria causadora do greening.
O greening não oferece risco à saúde humana. Seus impactos estão relacionados à produção citrícola, causando deformação dos frutos, redução da qualidade e diminuição da produtividade das plantas.
O Serviço Oficial, composto pelo Mapa e pela Seapi-RS, reforça a importância da utilização de material de propagação (mudas) que atenda à legislação do Ministério quanto à origem e aos aspectos sanitários.