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Publicado hoje às 18:53
Em novo balanço, número de mortos na Venezuela sobe para 2.295
Além da preocupação com as vítimas, o país também enfrenta uma crise humanitária entre os sobreviventes
Subiu para 2.295 o número de mortos pelo terremoto que atingiu a Venezuela, segundo novo balanço feito pelo governo da Venezuela, divulgado nesta quata-feira, 1º de julho. Mais de 11 mil pessoas foram contabilizadas como feridas.
Conforme especialistas, ainda há mais corpos que precisão ser removidos dos escombros diariamente. Além disso, os necrotérios têm enfrentado dificuldades para lidar com a grande quantidade de vítimas.
O número de resgatas oficiais caiu drasticamente nos últimos três dias, de acordo com o governo venezuelano, de 5.380 pessoas salvas nos dois primeiros dias após os terremotos para apenas quatro pessoas encontradas vivas na segunda-feira, 29 de junho, pelas autoridades. O período crucial para encontrar sobreviventes de terremotos é normalmente de 48 a 72 horas, mas é possível sobreviver por mais tempo, dependendo de fatores como temperatura e acesso a água ou comida.
A estimativa do governo é de que os terremotos comprometeram 38 hospitais em todo o país. A OMS informou que já avaliou 21 dessas instalações, três das quais não estão mais em funcionamento. Outras seis estruturas sofreram danos e as restantes estão agora a ruir devido ao grande número de feridos.
Preocupação com os sobreviventes
Entre os sobreviventes, há uma crescente crise humanitária. As Agências das Nações Unidas estimaram, na terça-feira, que o terremoto acumulou 1,2 milhão de toneladas de entulho, entre prédios destruídos e pertences pessoais. Elas expressaram preocupação com os efeitos na saúde de milhares de pessoas desabrigadas que dormem há dias ao relento ou em abrigos superlotados e insalubres.
Segundo informaçõpes do g1, os venezuelanos recém-desabrigados estão dormindo em carros, parques e outros locais. Sem acesso a banheiros, chuveiros ou sabão, os venezuelanos deslocados também se tornaram cada vez mais vulneráveis a surtos de doenças evitáveis, como o sarampo, devido às baixas taxas de vacinação da população. A situação é propícia para a disseminação de infecções transmitidas pela água, como dengue, febre-amarela e malária.
*Informações g1