Saúde
Publicado hoje às 11:09
Estado cria ambulatórios especializados para tratamento da obesidade com investimento de R$ 7,8 milhões
Nova modalidade de atendimento no SUS prevê habilitação de até dez serviços no Rio Grande do Sul para acompanhamento multiprofissional de pacientes com sobrepeso e obesidade
O governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual da Saúde (SES), instituiu uma nova modalidade de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao acompanhamento clínico de pessoas com sobrepeso e obesidade. A medida cria os Ambulatórios Especializados no Acompanhamento Clínico do Indivíduo com Sobrepeso e Obesidade e prevê investimento inicial de R$ 7,8 milhões para implantação e funcionamento dos serviços até dezembro de 2026.
A iniciativa busca fortalecer a linha de cuidado da obesidade no Estado, ampliando o acesso ao tratamento multiprofissional antes da necessidade de encaminhamento para procedimentos de alta complexidade, como a cirurgia bariátrica. Segundo a SES, a demanda reprimida por esse tipo de cirurgia é uma das maiores da rede especializada, tornando necessário qualificar o tratamento clínico e reorganizar o fluxo de atendimento.
A previsão é habilitar inicialmente até dez ambulatórios em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Cada serviço receberá incentivo estadual de R$ 130 mil por mês para custear consultas, exames, ações de educação permanente e apoio às equipes da Atenção Primária à Saúde (APS).
Poderão solicitar habilitação instituições públicas estaduais e municipais, além de entidades privadas vinculadas ao SUS. Os ambulatórios deverão contar com equipe multiprofissional formada por enfermeiro coordenador, fisioterapeuta, médicos endocrinologista e clínico, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo e técnico de enfermagem.
As propostas deverão ser encaminhadas à SES no prazo de 15 dias após a publicação da portaria, acompanhadas de projeto técnico detalhando a estrutura do serviço, população atendida, equipe e metas assistenciais. A análise considerará critérios como demanda reprimida para cirurgia bariátrica, perfil epidemiológico regional, distribuição da oferta assistencial e integração com a atenção primária.
Os ambulatórios serão destinados principalmente a adultos com obesidade e sobrepeso que apresentem maior complexidade clínica, comorbidades associadas ou que não obtiveram resposta satisfatória ao tratamento realizado na rede básica. O atendimento incluirá consultas médicas, nutricionais, psicológicas, fisioterapêuticas e de educação física, além de exames diagnósticos, teleconsultas e apoio técnico às equipes municipais.
Cada unidade deverá realizar, no mínimo, 300 atendimentos por mês, totalizando cerca de 3,6 mil atendimentos anuais, entre primeiras consultas, retornos multiprofissionais e ações de matriciamento às equipes da atenção básica.
Conforme a secretária estadual da Saúde, Lisiane Fagundes, a obesidade é um dos principais desafios de saúde pública da atualidade e exige um cuidado contínuo e integrado. A expectativa é que a nova estrutura fortaleça o atendimento especializado, reduza a fila por cirurgia bariátrica e ofereça aos pacientes acompanhamento adequado conforme a necessidade de cada caso.
*Informações Ascom/Governo RS