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Publicado hoje às 18:01
Exportações do Rio Grande do Sul crescem 16,3% no segundo trimestre e somam US$ 5,4 bilhões
Alta foi impulsionada principalmente pelas vendas de soja, enquanto China manteve a liderança entre os principais destinos dos produtos gaúchos
As exportações do Rio Grande do Sul alcançaram US$ 5,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado 16,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O crescimento representa um acréscimo de US$ 759,2 milhões nas vendas externas do Estado.
O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela soja em grão, que registrou aumento de US$ 321,9 milhões, equivalente a um crescimento de 54,9%. Também contribuíram para o resultado o farelo de soja, com alta de US$ 106 milhões, a carne de frango, com incremento de US$ 85,4 milhões, e os cereais, que cresceram US$ 82,1 milhões.
Em contrapartida, o fumo não manufaturado apresentou a maior retração no período, com redução de US$ 118,8 milhões nas exportações.
No segundo trimestre, os produtos gaúchos foram enviados para 177 mercados internacionais. A China permaneceu como o principal destino das exportações, respondendo por 19,7% do total comercializado, seguida pela União Europeia, com 12,9%, e pelos Estados Unidos, com 7,8%.
Entre os mercados compradores, a China registrou o maior crescimento, com aumento de US$ 268,6 milhões nas aquisições de produtos gaúchos. Já os Estados Unidos apresentaram a maior redução, com queda de US$ 62,1 milhões.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, as exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 9,8 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do avanço, o desempenho ficou abaixo da média nacional, que registrou crescimento de 11,5%.
O Estado manteve a sétima colocação entre os maiores exportadores do país, respondendo por 5,3% das exportações brasileiras.
No semestre, além da soja em grão, destacaram-se entre os produtos com maior crescimento nas vendas externas os bovinos e bubalinos vivos, o farelo de soja, a carne de frango e os cereais. Por outro lado, as maiores quedas ocorreram nas exportações de fumo não manufaturado, polímeros de etileno, celulose, partes e acessórios para veículos automotores e calçados.
Os dados fazem parte de uma nota técnica elaborada pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), com base em informações do Sistema ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
*Informações Governo RS