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Atualizado em 20/07/2020 às 16:50
FCDL estima 11 mil postos de trabalho fechados por mês no varejo gaúcho
Presidente da entidade emite nota destacando que muitas lojas não devem reabrir após a pandemia e que em julho a media de desempregados supere 55 mil
A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS novamente manifesta seu posicionamento contrário às restrições impostas à atividade comercial em várias cidades gaúchas inseridas nas regiões classificadas com bandeira vermelha dentro do modelo de distanciamento social em vigor.
De acordo com nota assinada pelo presidente da FCDL, Vitor Augusto Koch, os lojistas gaúchos estão enfrentando uma crise econômica sem precedentes, ao serem forçados a manter fechadas as portas de seus estabelecimentos. "Em todo o Rio Grande do Sul milhares de empregos já foram e continuam sendo eliminados e muitas lojas não devem retomar suas atividades após a pandemia da Covid-19. Nos meses de março, abril e maio, por exemplo, foram extintos, apenas no comércio, 33 mil postos de trabalho, o equivalente a 30% do total de empregos ceifados no Estado no período, que totalizou 122 mil", disse.
Com esses números, a média estimada pela federação é de que 11 mil postos de trabalho estão sendo fechados no RS, por mês. "Este padrão tenderia a recuar em junho, mas com o recrudescimento das equivocadas restrições ao funcionamento do comércio, provavelmente em julho o Rio Grande do Sul superará a casa dos 55 mil desempregados no comércio", estima o presidente.
O diretor da federação salienta ainda que tem convicção de que o comércio não é o ambiente que contribui para a disseminação da Covid-19 no Rio Grande do Sul e que estes estão observando todos os protocolos de distanciamento e segurança sanitária, sendo possível ao comércio poder trabalhar e contribuir para a preservação de vidas, de empregos e de geração de renda, mesmo em áreas de bandeira vermelha. "Os lojistas gaúchos estão fazendo a sua parte neste sentido, investindo em álcool em gel, em máscaras para colaboradores e clientes, e na conscientização para se evitar aglomerações nos estabelecimentos. Na nossa visão, a prioridade no combate a pandemia deve ser reforçar os investimentos na infraestrutura de atendimento médico e hospitalar aos pacientes da Covid-19, deixando a atividade econômica funcionar para evitar um quadro ainda pior", concluiu Koch.