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Publicado hoje às 17:41
Governo federal investe mais de R$ 1,3 bilhão para reduzir os impactos climáticos do El Niño
Para a Região Sul, os investimentos serão direcionados à Defesa Civil, com foco no atendimento de emergências
O governo federal, por meio da Casa Civil, anunciou novas medidas em resposta aos efeitos do fenômeno climático El Niño. O anúncio foi feito pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, nesta quarta-feira, 29 de julho.
Entre as ações previstas estão a formação de estoques de alimentos, o monitoramento climático, a intensificação da fiscalização ambiental e o combate a incêndios. Também está prevista a aquisição de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz para os estoques públicos, além da compra de 350 mil cestas de alimentos destinadas a povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.
Para a Região Sul, os investimentos serão direcionados à Defesa Civil, com foco no atendimento a emergências e em ações corretivas em barragens e diques. Já nas regiões mais afetadas pela seca, as medidas incluem o combate a incêndios florestais e ações de segurança hídrica, principalmente no Nordeste. Ao todo, o reforço orçamentário ultrapassa R$ 1,3 bilhão.
Conforme divulgado pela GZH, do total investido, R$ 998 milhões serão destinados a ações de abastecimento de alimentos, segurança alimentar, saúde e monitoramento hidrológico. Outros R$ 337 milhões correspondem ao crédito extraordinário aberto pela Medida Provisória nº 1.367/2026 para prevenção e combate a incêndios.
Investimentos em energia
O El Niño afeta o país de diferentes formas. Na Região Sul, provoca aumento das chuvas; no Centro-Oeste, pode causar atraso no regime de precipitações; e no Norte e Nordeste, tende a intensificar períodos de seca.
A estiagem também preocupa o governo, especialmente pela redução do nível dos rios, o que diminui a capacidade de geração de energia hidrelétrica e eleva os custos. Diante desse cenário, foram investidos R$ 118 bilhões em geração de energia eólica e solar.
*Informações Agência Brasil