Geral
Atualizado hoje às 10:34
Médio Alto Uruguai registra um dos maiores crescimentos do emprego formal no RS
Corede teve alta de 35,3% nos vínculos formais nos últimos 72 meses. A região Norte-Nordeste concentra os melhores resultados do Estado, segundo boletim do DEE
O Médio Alto Uruguai está entre as regiões do Rio Grande do Sul que mais ampliaram o número de empregos formais nos últimos 72 meses. A região registrou crescimento de 35,3% nos vínculos de trabalho formal, segundo o Boletim de Trabalho do Rio Grande do Sul, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE).
O resultado coloca o Corede Médio Alto Uruguai na segunda posição entre os 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) do Estado nesse período, atrás apenas do Alto da Serra do Botucaraí, que apresentou crescimento de 49,4%. Os dois Coredes integram a Região Funcional de Planejamento 9 (RF9).
O desempenho regional ganha destaque em um cenário de desaceleração do emprego formal no Rio Grande do Sul. Nos 12 meses encerrados em julho de 2026, o Estado registrou crescimento de apenas 0,3% nos vínculos formais, com a criação de 8,9 mil postos em relação a julho de 2025. Segundo o boletim, esse foi o menor percentual de expansão desde os primeiros meses de 2021.
A análise territorial mostra que a porção Norte-Nordeste do Estado mantém o maior dinamismo na geração de empregos formais. Com exceção do Corede Centro-Sul, os melhores resultados entre os 28 Coredes estão concentrados nessa região.
Além do Médio Alto Uruguai e do Alto da Serra do Botucaraí, o Corede Litoral apresentou crescimento expressivo, de 33,1% nos vínculos formais ao longo dos 72 meses analisados.
Região mantém destaque mesmo com desaceleração
O desempenho do Médio Alto Uruguai chama atenção especialmente porque ocorre em um período de desaceleração do mercado de trabalho formal. Nos 12 meses mais recentes analisados pelo boletim, três das nove Regiões Funcionais de Planejamento registraram perdas de postos, enquanto 15 dos 28 Coredes apresentaram redução no número de vínculos.
O crescimento do emprego formal gaúcho nesse intervalo foi sustentado principalmente pelo setor de serviços, com participação menor da agropecuária. Na contramão, indústria, comércio e construção apresentaram retração.
O boletim também aponta que, entre as 76 divisões da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) que tinham pelo menos mil vínculos formais ao final de julho, 36 haviam perdido trabalhadores nos 12 meses anteriores.

Mercado de trabalho estadual
No segundo trimestre de 2026, os principais indicadores do mercado de trabalho gaúcho permaneceram estáveis. A taxa de desocupação ficou em 4,2%, com 5,9 milhões de pessoas ocupadas e 256 mil trabalhadores em busca de emprego.
O rendimento médio mensal real chegou a R$ 4.169, aumento de 5,2% em relação ao segundo trimestre de 2025. A massa de rendimentos alcançou R$ 24,18 bilhões, crescimento de 6,2% na comparação anual.
No emprego formal, o Estado contabilizava 2,8 milhões de vínculos ao final de julho. Entre julho de 2025 e julho de 2026, foram acrescentados 8.907 postos, correspondentes a uma expansão de 0,3%.
Os serviços tiveram saldo positivo de 20 mil vínculos no período, enquanto a agropecuária acrescentou 584. Já a indústria perdeu cerca de 8 mil postos, o comércio teve redução de 3,2 mil e a construção registrou queda de 396 vínculos.