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  • Menos frio, pouca geada e mais umidade: meteorologista avalia ação do El Niño no RS nos próximos meses

    Flávio Varone aponta que fenômeno deve aparecer com mais intensidade na primavera e atrasar plantio da safra de verão, mas pede cautela com projeções alarmistas.

    O Rio Grande do Sul deve ter um aumento gradual das chuvas e temperaturas acima da média a partir do fim do inverno de 2026, impulsionado pela formação de um fenômeno El Niño de moderada a forte intensidade. Apesar disso, ainda não é possível afirmar se o Estado voltará a registrar eventos extremos semelhantes às enchentes históricas de 2024.

    A avaliação é do meteorologista Flávio Varone, coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos do RS (Simagro). Em entrevista ao Grupo Chiru nesta quinta-feira, 14 de maio, ele defendeu cautela diante da disseminação de previsões alarmistas nas redes sociais, embora concorde que os modelos climáticos indicam uma alta probabilidade de consolidação do fenômeno ao longo da primavera "Podemos prever o fenômeno, prever uma possível intensidade dele, mas determinar hoje que teremos eventos catastróficos como os de 2024 é muito cedo", afirmou.

    Varone diz que o Estado vive um período de neutralidade climática, sem influência de El Niño ou La Niña. Isso favorece a alternância entre frentes frias, períodos de chuva e incursões de massas de ar frio, padrão que deve seguir até boa parte do inverno. "Junho e julho devem transcorrer dentro da normalidade, com ondas de frio e passagem de frentes frias. A mudança começa mais para o fim do inverno, especialmente em agosto, quando as temperaturas passam a subir".

    Chuva na primavera atrasará safra de verão

    No campo, os reflexos devem atingir tanto a safra de inverno quanto o plantio da safra de verão. O excesso de umidade e as temperaturas mais elevadas no meio do ano favorecem o surgimento de doenças fúngicas e podem dificultar a colheita. "A safra de inverno pode sofrer com doenças associadas à umidade e ao calor. Já a chuva da primavera tende a atrasar o plantio da safra de verão", avaliou.

    Varone acrescentou que agosto deve ter menos episódios de frio intenso e menor ocorrência de geadas, enquanto a primavera tende a registrar noites mais abafadas e menor amplitude térmica. "A tendência é de uma primavera mais quente, com temperaturas mais estáveis e sensação de abafamento mais frequente", disse.

    Primavera deve ser mais úmida, mas catástrofe depende de combinação de fatores

    A principal preocupação dos meteorologistas está concentrada na primavera. Conforme Varone, a combinação entre temperaturas mais elevadas e maior disponibilidade de umidade tende a aumentar a frequência das frentes frias e dos sistemas de chuva sobre o Estado. "O El Niño potencializa a chuva da primavera, que normalmente já é intensa no Rio Grande do Sul. Devemos ter frentes frias mais frequentes e, consequentemente, chuva mais regular e mais volumosa", disse.

    Na região Norte do RS, onde o El Niño costuma atuar bastante, o prognóstico é o mesmo. "Historicamente, quando há El Niño, o efeito costuma ser mais forte no Centro e no Norte gaúcho. Os grandes sistemas que se formam no Paraguai e no Norte da Argentina cruzam exatamente essa faixa do Estado", observou.

    Apesar da tendência de aumento da chuva, Varone reforçou que episódios extremos dependem de uma combinação específica de fatores meteorológicos de curto prazo. "Aquilo que aconteceu em 2024 foi um evento de tempo, não de clima. É uma situação muito particular, que depende de um alinhamento quase 'perfeito' da atmosfera. O El Niño pode potencializar isso, mas não significa automaticamente que vai acontecer de novo" afirmou.

    Segundo Varone, previsões mais precisas sobre a intensidade do El Niño devem surgir nos próximos dois meses. Já a possibilidade de eventos severos só poderá ser avaliada poucos dias antes, por meio das previsões meteorológicas de curto prazo. "Esses eventos extremos só conseguimos prever mais perto, com a combinação da previsão do tempo e da condição climática do El Niño", destacou.

    Orientação é buscar fontes oficiais

    O meteorologista ainda orientou produtores rurais e a população em geral a acompanharem informações de órgãos oficiais e evitarem interpretações precipitadas sobre possíveis catástrofes climáticas. "Um El Niño nunca é igual ao outro. Podemos ter um fenômeno forte e, ainda assim, não acontecer nada de mais grave no Estado. O importante é acompanhar os alertas oficiais e ter um pouco de cautela" concluiu.

    João Victor Cassol - Jornalista Grupo Chiru
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