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Atualizado em 12/07/2020 às 12:11
Mesma região apresenta diferença de 38 sacas por hectare de soja no RS
Estudo foi realizado pelo sistema Farsul e Fundação Pró Sementes
Uma pesquisa anual realizada pelo pelo Sistema Farsul e Fundação Pró-Sementes, com 39 cultivares diferentes, em três microrregiões sojícolas do Rio Grande do Sul, apontou um resultado impressionante. O levantamento mostrou que a maior diferença de produtividade entre cultivares, em uma mesma região, ficou em 38 sacos por hectare. Segundo a Farsul, o estudo serve justamente para mostrar ao produtor quais são as melhores opções de sementes de soja para cada região.
O estudo das cultivares de soja da safra 2019/2020, divulgado pelo Sistema Farsul e Fundação Pró-Sementes, permitiu identificar quais sementes produziram melhores resultados em condições climáticas adversas no Rio Grande do Sul. A pesquisa servirá para que os produtores possam escolher a variedade com o desenvolvimento mais adequado para a sua situação de plantio, evitando perdas de produtividade.
O estudo separou 39 cultivares com o critério de serem as que possuem maior representatividade de hectares aprovados para a produção de sementes no estado, conforme indicação do Zoneamento Agrícola do Ministério da Agricultura.
Já as regiões analisadas, foram separadas em oito locais dentro das três microrregiões sojícolas do estado (101, 102 e 103), também conforme o Zoneamento Agrícola do Mapa.
Maior diferença de produtividade
De acordo com o levantamento, a maior diferença de produtividade entre cultivares em uma mesma região ficou em 38 sacos por hectare. O resultado foi observado em Vacaria, local que alcançou os melhores índices do estudo. Isso significa que um produtor que opta pela cultivar mais produtiva ganharia R$ 3,610 mil a mais por hectare, do que aquele que optasse pela varr desempenho para aquele local.
As condições climáticas da safra 2019/2020 causaram uma grande amplitude nos resultados obtidos. A região de Vacaria ( que foi considerada menos afetada pelo clima na última safra) chegou a registrar 108 sacos por hectare, enquanto outros locais, como São Gabriel, não chegaram a obter mais do que 42 sacos por hectare. Isso se deve às variações, como excesso de chuva em outubro, que propiciou o desenvolvimento de doenças fúngicas, e estiagem em dezembro e de fevereiro a maio.
Fonte: Canal Rural