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  • Morador de Jaboticaba deve receber polilaminina nos próximos dias

    Avaliação para aplicação já está na etapa de aprovação pelo laboratório e Anvisa

    Após decisão judicial que agilizou a liberação da polilaminina, substância ainda em fase experimental voltada à recuperação de lesões na medula, o morador da localidade de Braga, interior de Jaboticaba, Jair Rodrigues Vargas, 48 anos, deverá receber a aplicação nas próximas semanas.

    A conquista representa um avanço importante dentro de um processo iniciado em fevereiro deste ano, mobilizando familiares, amigos, profissionais da saúde e equipe jurídica para viabilizar o acesso ao tratamento. Atualmente, o caso está na etapa final de tramitação, com prazos estabelecidos para manifestação do laboratório responsável e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deve acontecer ainda nesta semana.

    Jair sofreu um acidente de trânsito no final do ano passado, entre o Natal e o Ano-Novo, enquanto voltava para casa depois de ter ido para a cidade fazer entregas de produtos da agricultura. Ele ficou cerca de um mês hospitalizado em Passo Fundo e, posteriormente, mais 28 dias internado em Jaboticaba. Desde então, enfrenta as consequências da lesão medular na  C5-C6, que o mantém acamado.

    – Naquele dia, para mim, tudo acabou. Eu era um homem sempre ativo, trabalhador, cheio de planos. De repente, tudo parou –, relembra. Entre os sonhos interrompidos estavam a construção de uma casa na cidade, viagens em família e a continuidade do trabalho no campo.

    A rotina da família também mudou completamente. O filho, Cauã, precisou deixar o trabalho para ajudar nos cuidados com o pai. “A prioridade é a família. A gente se adapta e segue, com esperança de que tudo volte ao normal”, relata ele que além dos cuidados com o pai divide a rotima com a mãe Cassiana na "lida" da propriedade.

    Apesar das dificuldades iniciais, Jair afirma que nunca perdeu completamente a esperança. O apoio da família e de amigos foi fundamental para enfrentar o período mais delicado. “Teve dias em que chorei muito, mas sempre pedia a Deus uma direção. E as pessoas foram chegando, trazendo força, até a Bruna chegar pedindo se eu queria participar da pesquisa, que ela ia tentar me inscrever”, conta.

    O processo

    A possibilidade de acesso à polilaminina surgiu a partir da iniciativa de Bruna Locatelli Camara, que buscou informações sobre o tratamento e iniciou o processo para inclusão de Jair no programa de uso compassivo da substância. A articulação envolveu a coleta de documentos, laudos médicos e contato com o laboratório responsável.

    – O objetivo sempre foi ajudar. Quando soube da possibilidade, pensei: e se fosse comigo? Então decidimos ir atrás –, destaca Bruna.

    O tratamento exige uma série de etapas técnicas e regulatórias. Após a inclusão no programa, foi necessária a participação de um médico responsável, elaboração de laudos e, posteriormente, a judicialização do caso para agilizar os prazos junto aos órgãos competentes.

    A decisão liminar determinou que o laboratório protocole o pedido na Anvisa em até dois dias, e que o órgão analise a solicitação em caráter prioritário, no prazo de até cinco dias úteis. Com isso, o tempo de resposta, que poderia ultrapassar um mês, foi significativamente reduzido.

    Segundo a equipe jurídica envolvida, a rapidez é essencial devido à chamada “janela de plasticidade neural”, período em que as chances de recuperação são maiores. “Quanto antes for feita a aplicação, maiores são as possibilidades de resposta ao tratamento”, explicou a advogada Leana Raquel Ribeiro.

    De acordo com a, também advogada, Taís Lorini, o laboratório já se habilitou no rocesso e tem dois dias úteis para notificar a Anvisa 

    A aplicação

    A aplicação deverá ocorrer em Palmeiras das Missões, sob acompanhamento do médico neurocirurgião, Matheus Balém, que aceitou entrar junto com a família neste processo. Ainda não há uma data exata confirmada, mas a expectativa é de que o procedimento aconteça nos próximos dias, após a conclusão das etapas regulatórias.

    Para Jair, o momento representa uma nova perspectiva. “Essa é uma das maiores esperanças da minha vida. Acredito que vou voltar a ser o homem que eu era, trabalhar, cuidar da minha família e viver como antes”, afirma.

    Enquanto aguarda a aplicação, Jair mantém o otimismo. “Hoje é só alegria e esperança. Eu acredito que vai dar certo e que u vou ser exemplo para que as pessoas acreditem que podem conseguir essa coisa (polilaminina) que veio para mudar a vida da gente”, conclui.

    O que é a Polilaminina?

    Desenvolvida por pesquisadores brasileiros, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a polilaminina é uma tecnologia promissora voltada para a recuperação de lesões na medula espinhal. Derivada da proteína laminina, ela funciona como um "andaime" biológico ou ponte, guiando a reconexão dos neurônios. A substância estimula o crescimento de axônios e impede a formação de cicatrizes fibrosas, que normalmente bloqueiam a comunicação nervosa no local da lesão.

    O medicamento é injetado diretamente na área afetada da medula em um procedimento bastante simples e pouco invasivo.

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
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