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Publicado hoje às 14:57
MPSC denuncia organização criminosa investigada por extorsões em Itapiranga e região
As investigações apontam que os suspeitos usavam redes sociais para expor vítimas, publicar conteúdos intimidatórios e fazer cobranças.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou cinco pessoas investigadas por integrar uma suposta organização criminosa armada envolvida em uma série de extorsões em Itapiranga–SC e região. A denúncia foi apresentada pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital na sexta-feira, 21 de agosto, e ainda aguarda análise da Justiça.
Segundo o MPSC, o grupo teria uma estrutura organizada, com integrantes responsáveis pela coordenação das ações, pelas cobranças e ameaças às vítimas e pela movimentação do dinheiro obtido nos crimes. As investigações apontam ainda que os suspeitos utilizavam redes sociais para expor vítimas, publicar conteúdos intimidatórios e fazer cobranças acompanhadas de ameaças de morte.
Conforme a denúncia, os investigados teriam exigido pagamentos mediante ameaças, abordado vítimas em suas residências e utilizado vídeos de agressões, além de imagens de armas, para intimidar pessoas e familiares. Em alguns casos, segundo o MPSC, os valores teriam sido obtidos por meio de transferências eletrônicas. Também há relatos de vítimas que teriam sido obrigadas a entregar bens como garantia das cobranças.
A investigação identificou ainda o uso de armas de fogo como instrumento de intimidação. Durante a apuração, foram apreendidos vídeos e imagens em que integrantes do grupo aparecem exibindo e manuseando revólveres, fuzis e outras armas longas.
Um dos cinco denunciados também responde, segundo o MPSC, por uma acusação de tráfico de drogas. A suspeita é de que ele tenha utilizado a mesma estrutura digital empregada pelo grupo para divulgar e oferecer entorpecentes pela internet.
Caso sejam condenados por todos os crimes atribuídos na denúncia, os investigados podem receber penas que, somadas, ultrapassariam 50 anos de prisão. O Ministério Público sustenta que os episódios indicam uma atuação reiterada e estruturada, marcada por ameaças de morte, exposição pública das vítimas e uso de armas.
Além das penas criminais, o MPSC pediu que os acusados sejam condenados a ressarcir os prejuízos provocados às vítimas e a pagar indenizações por danos morais individuais e coletivos. Para os danos morais coletivos, foi solicitado o valor mínimo de R$ 100 mil.
A ação foi encaminhada à Vara Estadual de Organizações Criminosas, em Florianópolis, e depende do recebimento pela Justiça para que os cinco investigados passem a responder formalmente como réus em uma ação penal.
*Informações do MPSC