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  • Nova regra do PIX pode ajudar a inibir golpes

    A mudança busca proteger principalmente comerciantes, prestadores de serviço e pequenos negócios

    Uma nova funcionalidade contra golpes em usuários do Pix passa a valer a partir desta terça-feira, 1º de setembro. Agora, o prazo para contestar uma devolução realizada pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) quando houver suspeita de fraude foi ampliado de 30 para 80 dias.

    A mudança busca proteger principalmente comerciantes, prestadores de serviço e pequenos negócios vítimas de golpes que usam o próprio sistema de segurança do Pix. O novo prazo vale para quem recebeu um Pix de forma legítima, mas teve o dinheiro devolvido posteriormente por causa de uma contestação considerada fraudulenta. A contagem começa na data da devolução feita pelo MED.

    Como funciona

    O MED foi criado para facilitar a recuperação de valores em casos de fraude, golpe, crime ou falha operacional.

    Ao identificar uma fraude, o usuário deve procurar o banco e solicitar a abertura do MED. As instituições analisam o caso e, no fluxo de fraude, têm até sete dias para verificar se há indícios de irregularidade.

    Se a fraude for confirmada, a devolução depende da existência de recursos disponíveis nas contas envolvidas e pode ser total ou parcial.

    O mecanismo, porém, não serve para cancelar Pix nos seguintes casos:

    •    arrependimento de uma compra;

    •    erro de valor cometido pelo próprio usuário;

    •    erro na escolha da chave Pix;

    •    simples desacordo comercial sem indício de fraude.

    Desde fevereiro de 2026, o sistema permite rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro depois que ele é transferido para outras contas. Antes, a recuperação ficava mais concentrada na conta que havia recebido originalmente os recursos.

    O novo modelo pode aumentar as chances de bloqueio e recuperação mesmo quando o dinheiro é movimentado entre diferentes contas. A devolução, entretanto, não é garantida: se os recursos já tiverem sido sacados, transferidos novamente ou não houver saldo disponível, a recuperação pode ser prejudicada.

    A história por trás dessa nova funcionalidade

    A nova medida surge após diversos golpes com a contestação de Pix serem aplicados em comerciantes. Funciona assim:

    1. O golpista pode fazer um pagamento para uma loja ou prestador de serviço e, depois, alegar que transferiu o dinheiro por engano. Ele pede que o comerciante devolva o valor por uma nova transferência, muitas vezes para uma chave diferente.

    2. Depois, o criminoso aciona o MED no próprio banco e afirma que o pagamento original foi resultado de fraude. Se a contestação for aceita e houver saldo disponível, o valor pode ser devolvido pelo banco.

    3. Nesse cenário, o comerciante pode acabar perdendo dinheiro duas vezes: primeiro ao fazer uma nova transferência e depois com a devolução do Pix original.

    Por isso, a recomendação é utilizar a função de devolução vinculada à própria transação no aplicativo do banco, em vez de fazer um novo Pix para uma chave informada pela outra pessoa.

    *Informações Agência Brasil

    Beatriz Vieira - Jornalista Grupo Chiru
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