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  • Novo Xingu aparece entre as melhores cidades do país em educação

    Cidade alcançou a quarta colocação nacional no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades

    Com apenas 1.646 habitantes e localizada a cerca de duas horas de Passo Fundo, Novo Xingu, no norte do Estado, conquistou destaque nacional ao aparecer na quarta colocação do país no indicador de Educação de Qualidade do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC).

    No ranking estadual, o município ocupa a segunda colocação. A nota alcançada foi 88 em uma escala que vai até 100, resultado superior à média dos municípios brasileiros, de 59,8 pontos, e também acima da média gaúcha, de 68,6.

    O indicador faz parte dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) avaliados pelo estudo, que analisa diferentes aspectos relacionados à qualidade de vida e ao desenvolvimento dos municípios brasileiros. 

    Apesar do resultado expressivo, o município possui uma estrutura educacional relativamente pequena. O município conta com três escolas, todas localizadas na área urbana, que atendem cerca de 170 alunos da rede pública.

    Para o prefeito Gelcio Martinelli, o desempenho é consequência de um trabalho construído ao longo de diferentes gestões e mantido ao longo dos anos.

    — É um efeito de continuidade. É um planejamento contínuo, sem sair da linha. Eu diria que é um projeto do município, não um projeto político de uma gestão específica — afirma. 

    No ranking nacional, Novo Xingu aparece atrás apenas de Santana da Ponte Pensa, em São Paulo, Presidente Castello Branco, em Santa Catarina, e Mariano Moro, no Rio Grande do Sul. Os três municípios possuem características semelhantes, com população inferior a dois mil habitantes.

    Segundo ele, parte desse resultado está ligada a iniciativas implantadas antes mesmo da adoção formal do ensino em tempo integral.

    — Nós já trabalhávamos com o que chamávamos de turno inverso. As crianças tinham o currículo normal em um turno e, no outro, participavam de oficinas de canto, artes, dança e instrumental. Quando veio a necessidade de avançar para o turno integral, nós já tínhamos essa estrutura organizada. Foi praticamente uma formalização do que já existia — explica. 

    A avaliação do prefeito é que o acompanhamento próximo dos estudantes, aliado à gestão dos recursos educacionais e à manutenção das políticas públicas ao longo dos anos, contribuiu para que a cidade alcançasse os indicadores atuais.

    *Informações GZH

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
    No Ar: Sabadão 107 com Amanda Busnello 16:00 - 21:00

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