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Publicado hoje às 12:42
Perto de Casa: Frederico Westphalen reúne história, natureza, fé e gastronomia
A série Perto de Casa, da Rádio Chiru, começa por Frederico Westphalen para mostrar o turismo que existe na região.
Quantas vezes a gente procura um lugar para conhecer, planeja uma viagem e acaba esquecendo de olhar para aquilo que está perto? Em Frederico Westphalen, diferentes espaços contam histórias, preservam memórias e oferecem opções de lazer, gastronomia e descanso.
É a partir desse olhar que nasce o “Perto de Casa”, uma série da Rádio Chiru que vai mostrar diferentes municípios da região, suas histórias, lugares para conhecer e experiências que podem fazer parte de um roteiro de viagem. A proposta é descobrir o que existe perto de nós e mostrar que, para conhecer um lugar novo, não precisa ser longe de casa.
E para começar essa viagem, o primeiro destino é Frederico Westphalen.
Uma cidade que começou com um barril
A história de Frederico Westphalen teve seu início no começo do século XX. A colonização do município começou por volta de 1905, com a chegada dos primeiros desbravadores, que vinham de diferentes pontos do Rio Grande do Sul e foram atraídos principalmente pela caça.
Em 1919, foi instalado um barril para facilitar o acesso à água dos viajantes que passavam pela região. A partir disso, foi criado um local para que eles pudessem descansar e matar a sede antes de seguir viagem.
A história do barril acabou dando nome à cidade, que ficou conhecida como Vila Barril. Até hoje, o bairro Barril mantém parte dessa história e identidade no município.
Com o passar dos anos, a cidade cresceu e recebeu o nome de Frederico Westphalen, em homenagem ao engenheiro, agrimensor e político gaúcho que teve participação no processo de desenvolvimento e colonização do norte do Rio Grande do Sul.
Ao longo dos anos, o município se tornou uma referência para as cidades da região e ficou conhecido como a Princesa do Médio Alto Uruguai. Hoje, além de ser um importante polo comercial e estudantil, também reúne diferentes espaços de lazer, cultura, religiosidade, natureza e gastronomia.
E é justamente por esses lugares que começa a nossa primeira parada.
Entre trilhas, água e natureza
A poucos quilômetros da cidade , o cenário muda. O barulho fica para trás e um novo lugar surge com sua vegetação, às trilhas e o som da água.
É no parque natural Municipal da Vila Faguense Arcângelo Busatto, conhecido como Faguense, que a natureza ganha espaço no roteiro. Localizado a cerca de quatro quilômetros do centro de Frederico Westphalen, com acesso a BR-386, o parque tem uma preservação de aproximadamente quatro hectares de vegetação, que reúne trilhas, poções, quedas d'água e diferentes espécies de fauna e flora.
Entre os pontos que podem ser encontrados durante o passeio estão uma cachoeira de aproximadamente 20 metros, a Cascata da Paixão, a Panela Velha, conhecida como Panelão, e a Gruta Nossa Senhora de Lourdes.
A visita combina caminhada e contato com a natureza, uma boa opção para sair do ritmo da cidade.
Onde fica: Linha Faguense, a cerca de quatro quilômetros do centro, com acesso pela BR-386.
Outra opção para aproveitar o dia ao ar livre é o Eco Park Sonho Verde. A cerca de três quilômetros do centro, o espaço reúne piscinas, toboáguas, churrasqueiras, quiosques e áreas para camping.
O local conta com pesque-pague, lago com pedalinhos, quadras de esportes e pequenos animais.A variedade de atividades faz do local uma opção para passar o dia.
Onde fica: Linha 21 de Abril, RS Vicinal 591, na saída para Ametista do Sul.
Um lugar feito de paisagens e fé
Frederico Westphalen também possui espaços que misturam religiosidade, arquitetura e paisagens.
A cerca de dez quilômetros do centro de Frederico Westphalen, a caminho de Iraí, fica o monumento Cristo Rei. Construído no alto de um morro, o local conta com uma capela circular feita de pedras de basalto e uma imagem de Cristo revestida em bronze. O espaço também oferece uma vista do vale arborizado e do lago próximo à capela.
Onde fica: BR-158, interior, Km 24, no trecho entre Frederico Westphalen e Iraí.
Na cidade, o Santuário da Mãe e Rainha de Schoenstatt Tabor Porta do Céu também pode fazer parte do roteiro. Inaugurado em 2003, o espaço possui jardins e áreas destinadas à oração e recebe celebrações e peregrinações.
Onde fica: Avenida Santuário, s/nº, Jardim Paraíso.
Outro espaço religioso é o Santuário da Divina Misericórdia, que faz parte dos locais de fé presentes no município e pode ser visitado por quem deseja conhecer.
Onde fica: Rua Siro Binoto, 451 - Bairro Nova Aparecida
Já no centro, a Catedral Santo Antônio chama atenção pela arquitetura. Inaugurada em 1960 e elevada à condição de Catedral em 1962, possui duas torres de 56 metros, além de pinturas sacras e vitrais.
Onde fica: Rua Monsenhor Vítor Batistela, 857, Centro.
Onde a história ainda é presente
Conhecer uma cidade também é conhecer as histórias que ajudaram a construí-la. A praça Barril é uma das paradas. Construída em 1982, a praça foi pensada como uma forma de preservar a memória do município.
Os barris de concreto fazem referência à história que deu origem ao nome da cidade. O espaço também conta com uma pintura que representa antigos viajantes junto a um riacho, além de bancos, áreas verdes, árvores e equipamentos para atividades físicas.
Onde fica: Bairro Barril, a cerca de 1,4 quilômetro do centro.
Outro símbolo é o Monumento ao Desbravador, conhecido como “Homem de Ferro”. Com cerca de três metros, a estrutura representa um homem com uma mochila e homenageia os imigrantes que participaram da colonização. O monumento foi construído em 1982 utilizando peças de automóveis e máquinas agrícolas.
Onde fica: entrada do Parque de Exposições Monsenhor Vitor Batistella, no acesso da BR-158 com a RS-150.
A memória do município pode ser conhecida por meio de acervos do Museu Municipal Wilson Jeovah Lutz Farias preserva parte da memória da região. Atualmente localizado junto à URI. O acervo reúne objetos antigos como, fotografias, documentos históricos e diferentes peças que ajudam a contar a história da comunidade local e regional.
Onde fica: Campus da URI – Frederico Westphalen.
A memória também aparece no Museu Agrícola da Família Cantelle. O espaço reúne cerca de 1.300 objetos. O acervo faz referência aos desbravadores e colonizadores que contribuíram para o desenvolvimento socioeconômico da região .
Funcionamento: somente com agendamento.
Onde fica: RS-150, na localidade de São Caetano, em Frederico Westphalen – RS.
Também entra no roteiro o Parque de Rodeio do CTG Rodeio da Querência para quem quer conhecer um pouco sobre as tradições gaúchas. Para conhecer as tradições gaúchas, o CTG Rodeio da Querência mantém atividades como danças tradicionais, oficinas culturais, almoços, jantares, fandangos e rodeios ao longo do ano.
Onde fica: BR-386, Km 32, Frederico Westphalen – RS.
A arte também encontra seu espaço na cidade. Na Galeria de Arte Projeto Sem Fronteiras, os visitantes podem conhecer os trabalhos da artista visual Valéria Pinheiro, em que sua trajetória reúne pintura, desenho, tatuagem e educação artística.
Onde fica: Rua Vicente Dutra, 43, Bairro Fátima, Frederico Westphalen – RS.
E quando o passeio pede uma comida?
Depois de conhecer a história e diferentes lugares, têm outra parte que vale a pena experimentar na cidade.
Na Agroindústria Sabores do Vale, localizada na Linha Santos Anjos. A família produz diversos produtos de mandioca, além de geleias e conservas feitas com frutas como uva e morango. Os produtos são comercializados na Feira do Produtor e o local também oferece café colonial, com produtos preparados pela própria família
Onde fica: Linha Santos Anjos, interior de Frederico Westphalen – RS.
Outra experiência de turismo é a Camargo Uvas e Vinhos, a experiência de turismo rural que teve a iniciativa dos irmãos. Desde 2015, o local conta com cultivo de uvas e oferece uma paisagem marcada pelas parreiras. Para completar a experiência, os visitantes podem aproveitar as tábuas de frios acompanhadas pelos produtos da casa. O período de colheita ocorre entre a metade de novembro e o final de janeiro.
Onde fica: Estrada Santos Anjos, Frederico Westphalen – RS.
Funcionamento: sábados e domingos.
Para uma pausa durante o roteiro, o Chalé Caldo de Cana também pode entrar no caminho. Já para terminar o passeio com uma refeição, há opções como o Cabeção, conhecido pelos hambúrgueres artesanais, o Frigideiras, o Budda Sushi e o Croque Croque, que também oferece música ao vivo. A cidade reúne ainda outros restaurantes, cafés e lancherias.
Um destino
Conhecer Frederico Westphalen é perceber que há muitos lugares para visitar. Pode ser em uma trilha entre cachoeiras, um passeio na história da cidade ou experimentar produtos feitos por famílias da região.
A cidade reúne diferentes possibilidades para quem quer sair um pouco da rotina, conhecer novos locais e descobrir um pouco do local em que vivemos.