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Publicado hoje às 11:45
Poluição provoca mortandade de peixes e atinge agricultores em Frederico Westphalen
Brigada Militar Ambiental identificou contaminação por substâncias químicas, possivelmente agrotóxicos, no rio Lambedor.
Uma ação desencadeada após denúncia anônima levou o 3º Batalhão de Polícia Ambiental da Brigada Militar, a chamada Patram-FW, a flagar um cenário de crime ambiental no interior de Frederico Westphalen. O caso aconteceu na quarta-feira, 15 de abril. A equipe identificou a poluição hídrica do Rio Lambedor, na localidade de Linha Barra Grande, onde foi constatada a morte de diversas espécies de peixes e danos a propriedades rurais da região.
Ao chegarem ao local, os policiais militares encontraram um cenário descrito como preocupante. Segundo o capitão Jeberton Dalmora, que responde pela 2ª Companhia Ambiental de Erechim, a guarnição detectou um forte odor de produto químico e a água apresentava um aspecto esbranquiçado.
A vistoria ambiental confirmou a mortandade de dezenas de peixes ao longo de um trecho de aproximadamente 100 metros do curso do rio. Produtores locais relataram prejuízos imediatos, uma vez que a água do rio é utilizada para o uso doméstico e para a dessedentação de animais. Devido ao risco de toxicidade, a recomendação é que o uso dessa fonte hídrica seja evitado até que análises laboratoriais comprovem a qualidade da água.
Suspeita de uso irregular de agrotóxicos
As investigações preliminares apontam que a contaminação pode ter sido causada pelo derramamento de defensivos agrícolas. "As evidências visuais e o odor característico levam a crer que se trata de uso de agrotóxico na aplicação de alguma produção agrícola", explicou Dalmora. A origem mais provável do poluente seria uma área de cultivo próxima ao curso d'água.
Embora o evento pareça ter sido pontual, a Brigada Militar segue monitorando o trecho para garantir que a contaminação não avance rio abaixo.
Procedimentos legais e penalidades
Diante do flagrante, foi lavrado um Boletim de Ocorrência Policial com base na Lei Federal de Crimes Ambientais. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que avaliará a responsabilização penal e a reparação cível dos danos causados.
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) também será formalmente informada para realizar perícias técnicas que identifiquem com precisão a substância despejada e aplique as sanções administrativas cabíveis. O capitão Jeberton Dalmora reforçou a importância da colaboração da comunidade através de denúncias para o sucesso das ações de fiscalização ambiental no estado.