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  • Região pode ganhar nova Santa com processo de beatificação de Irmã Adelaide

    Religiosa que cresceu em São Pedro das Missões é reconhecida como “Serva de Deus” e tem trajetória marcada por possível martírio

    A comunidade de São Pedro das Missões realizou, neste domingo, 26 de abril, a 11ª Caminhada da Irmã Adelaide Molinari, reunindo fiéis em um momento de fé, memória e valorização da trajetória da religiosa da congregação Filhas do Amor Divino, que tem forte ligação com a região.

    A procissão de fé iniciou junto ao pinheiro plantado pela religiosa e seguiu até a capela São Pedro, onde foi celebrada missa presidida pelo padre Nildo de Moura, com a participação das irmãs da congregação, da família Molinari — que ainda reside no município — e de fiéis da região.

    Nascida em 2 de fevereiro de 1938, em Garibaldi, Irmã Adelaide veio ainda criança para São Pedro das Missões, onde cresceu antes de ingressar na vida religiosa. Ela foi uma das primeiras integrantes da congregação a se colocar à disposição para atuar em missões no Pará, chegando em 1983 ao município de Eldorado dos Carajás.

    Em 1985, na rodoviária da cidade, durante uma conversa com um representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá — que vinha sendo ameaçado por fazendeiros —, a religiosa foi atingida por disparos efetuados por um pistoleiro e não resistiu. O tiro não era direcionado a ela, mas acabou atingindo-a em razão da proximidade com o alvo.

    O caso teve desdobramentos judiciais ao longo dos anos. O autor dos disparos chegou a ser preso, posteriormente foi considerado foragido e acabou sendo julgado cerca de 20 anos após o crime, sendo absolvido pelo júri popular.

    A forma como ocorreu a morte da religiosa motivou a abertura de processo pela Igreja Católica para avaliar a possibilidade de reconhecimento de martírio. Atualmente, Irmã Adelaide possui o título de “Serva de Deus”, etapa inicial no caminho para a beatificação.

    Segundo o padre Nildo de Moura, há cerca de dois anos foi aceito pela Igreja o processo de estudo para verificar se, de fato, a morte da religiosa pode ser reconhecida como martírio nos moldes católicos. Ele explica que esse título indica que a Igreja está analisando as virtudes da irmã, o que pode levar, futuramente, à sua declaração como beata.

    O procedimento avalia tanto a vida quanto as circunstâncias da morte da religiosa, podendo, posteriormente, avançar para a canonização.

    A fé em Irmã Adelaide

    O sepultamento de Irmã Adelaide ocorreu na noite de 15 de abril de 1985, em uma sepultura ao lado da Igreja Nossa Senhora das Graças, no município de Curionópolis. A partir do ano seguinte, passou a ser realizada uma caminhada anual em sua memória, que iniciou com cerca de 300 pessoas e atualmente reúne milhares de fiéis.

    A Caminhada Irmã Adelaide ocorre sempre no período pós-Páscoa, com trajeto entre a igreja de Eldorado dos Carajás, o local do martírio e o local de sepultamento, em um percurso de aproximadamente 30 quilômetros.

    Considerada por devotos como “mártir dos pobres da terra”, a religiosa é associada à proteção das casas e das famílias. Por isso, tanto em São Pedro das Missões quanto no Pará, é tradição que os fiéis levem as chaves de suas residências para receber bênção, simbolizando a entrega do lar à proteção divina.

    O padre Nildo destaca que, motivada pela fé e por relatos de graças alcançadas, a comunidade local iniciou, há 11 anos, a caminhada em São Pedro das Missões. Segundo ele, o evento reúne centenas de fiéis e reforça o legado deixado pela religiosa.

    Neste ano, a caminhada teve como tema “Irmã Adelaide fez morada entre nós”, evidenciando a ligação da religiosa com a comunidade e sua presença na vida do povo.

    Oração de Irmã Adelaide

    No dia em que foi morta, Irmã Adelaide rezou com a comunidade de Eldorado dos Carajás a seguinte oração:

    “Escuta, ó Pai, a nossa prece. Teu Filho Jesus venceu a morte e continua vivo no meio das comunidades cristãs. Que também nós possamos ser fortes como Ele. Que ninguém fuja da luta, nem mesmo diante da ameaça de morte. Que saibamos ficar atentos às necessidades da comunidade e que, de hoje em diante, ninguém mais fique sofrendo desamparado. Alimenta, ó Pai, a nossa fé, para que não te neguemos em nossa ação. Amém.”

    Heloise Santi - Jornalista Grupo Chiru
    No Ar: Batidão da Chiru com Dani Oliveira 15:00 - 17:00

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