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Atualizado em 17/08/2020 às 17:06
Resultado parcial de pesquisa da Famurs mostra que prefeitos não aceitam volta presencial de aulas no dia 31
Dos 497 municípios gaúchos 409 já responderam o questionário aplicado pela associação
Cumprindo com o compromisso firmado com o governo do estado na última terça-feira, 11, durante encontro de avaliação da proposta de retorno das atividades escolares a Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) já aplicou questionário em 409 dos 497 municípios gaúchos, destes, 94,13% não concordam com o calendário proposto pelo governador Eduardo Leite.
O governo do Rio Grande do Sul tinha proposto um cronograma que iniciaria no dia 31 de agosto com a volta da educação infantil, no dia 14 de setembro o ensino superior, 21 de setembro ensino médio e técnico e 28 de setembro o ensino fundamental.
Dentre as questões feitas aos prefeitos, também, há o indicativo de retorno das atividades escolares somente após a descoberta e início da aplicação da vacina ou a expressiva diminuição dos casos da doença no Estado. Outro ponto que é praticamente consensual é que a retomada das atividades deve ocorrer pelo ensino superior e que as datas devem ser concomitantes entre ensino público e privado.
O presidente da Famurs, Maneco Hansen, já imaginava que haveria uma rejeição à proposta. “A sugestão proposta pelo Estado não demostrou preocupação com os municípios, deixando vago elementos que possam auxiliar os gestores municipais na tomada de decisão, como transporte escolar e impossibilidade de contrações devido ao período eleitoral, certamente isso foi considerado pelos gestores ao fazerem seus apontamentos”, disse.
Como resposta à pergunta: quais os principais problemas para o retorno das aulas no seu município? O risco a saúde de servidores, professores e alunos bem como a segurança no transporte, a falta de profissionais e a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) foram as mais indicadas pelos gestores.
A Famurs pretende divulgar até o fim do dia o resultado final da pesquisa que se somará a avaliação das 27 associações regionais, para ser novamente debatido com o Estado. Também há previsão de uma reunião com o Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado para tratar do tema.