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  • Rio Grande do Sul torna-se modelo em polícia comunitária e assinará acordo internacional

    O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Segurança Pública, integrará o Acordo de Cooperação Técnica Brasil – Japão para fortalecer e ampliar a cultura da polícia comunitária no país. O secretário Airton Michels assina o documento nesta quarta-feira, dia 19, às 10h, no Ministério da Justiça, em Brasília. Além do RS, também participam Minas Gerais e São Paulo. O acordo será entre os governos estaduais, Ministério da Justiça, embaixada japonesa e Jica – Agência de Cooperação Internacional do Japão. O conceito de polícia comunitária surgiu no Japão, e o modelo é utilizado de forma adaptada no Brasil. A partir de março de 2015, técnicos da polícia comunitária do Brasil irão para o Japão conhecer o programa no país, bem como agentes japoneses virão aos Estados brasileiros para intercâmbio técnico. Além disso, policiais militares dos demais Estados farão cursos de policiamento comunitário no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e em São Paulo. A intenção é fortalecer e disseminar o modelo de segurança pública em todo Brasil. Os custos dos cursos serão arcados pelo Ministério da Justiça. Nos dias 21 e 22 de maio deste ano, uma comitiva da Jica esteve em Caxias do Sul para conhecer o modelo de policiamento comunitário do RS. Eles reuniram-se com o secretário da Segurança Pública, Airton Michels, e foram até os bairros do município onde o programa funciona. Rio Grande do Sul se diferencia no Brasil O RS é o único Estado do país a ter adaptado e trazido para os centros urbanos o modelo de policiamento comunitário utilizado no meio rural no Japão, o Chuzaisho. MG e SP implantaram o modelo Koban, em que há uma base fixa em que os PMs são sempre os mesmos atuando na comunidade, criando a relação de confiança e proximidade. No Chuzaisho, os policiais passam a morar nos bairros onde atuam e não há uma sede. A intenção é a de que os PMs circulem nas viaturas ou de bicicletas permanentemente pelas localidades. O Governo do Estado faz os cursos de capacitação, entrega equipamentos e viaturas, e a prefeitura do município paga um auxílio-moradia de R$ 600. O Estado também é o único a ter o modelo fora da Região Metropolitana. Hoje, 20 municípios têm polícia comunitária, totalizando 1,5 milhão de moradores de bairros beneficiados e R$ 11 milhões em investimentos do Governo do Estado. Texto: Patrícia Lemos   Poliana Grudka- Jornalismo Grupo Chiru Comunicações

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