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  • RS tem queda de 67% nas mortes por influenza em um ano

    Apesar da queda, o número de mortes e internações é maior entre os não vacinados

    O Rio Grande do Sul registrou 168 mortes por influenza desde o início do ano até a última quarta-feira, 8 de julho. Conforme dados do painel de monitoramento da Secretaria Estadual da Saúde (SES), o número representa uma redução de 67% em relação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido contabilizadas 511 mortes.

    A quantidade de casos também apresentou queda. Em 2025, foram registrados 2.734 casos confirmados de influenza, enquanto em 2026 são 1.845 confirmações.

    Principais vítimas não estavam vacinadas

    Cerca de 85% dos óbitos por influenza ocorreram entre pessoas não vacinadas. Da mesma forma, o número de pacientes hospitalizados sem imunização é elevado, com quase 94% de não vacinados.

    Os idosos concentram a maior parte dos casos confirmados e das mortes. Do total de óbitos, 140 foram de pessoas com mais de 60 anos.

    Circulação mais cedo

    Outro fator que pode explicar a redução no número de casos e mortes é a mudança na sazonalidade do vírus, ou seja, a tendência de circular com mais intensidade em determinadas épocas do ano. Em 2026, a sazonalidade da influenza começou cerca de um mês e meio antes do que em 2025.

    Conforme avaliação da SES, apesar da diminuição nos casos de síndrome respiratória aguda grave por influenza, o nível de circulação do vírus continua alto, o que ainda pode causar sobrecarga nos hospitais.

    Vírus sincicial respiratório preocupa

    O vírus sincicial respiratório (VSR) é o que mais tem preocupado as autoridades. Ele acomete principalmente crianças e é uma das principais causas de bronquiolite. Desde o início do ano, o vírus já causou 824 hospitalizações e levou 203 pacientes à UTI, resultando em quatro óbitos. Entre as internações, 92% (761) foram de crianças de zero a quatro anos.

    O Centro de Vigilância considera que o período de maior incidência começou há cerca de um mês, o que ainda é recente do ponto de vista epidemiológico. Isso indica a possibilidade de crescimento no número de casos de VSR nas próximas semanas.

    A vacina contra o VSR é oferecida gratuitamente pelo SUS para gestantes, a partir da 28ª semana de gestação, além de bebês prematuros com menos de 37 semanas e crianças menores de dois anos com comorbidades específicas definidas pelo Programa Nacional de Imunizações.

    *Informações GZH

    Beatriz Vieira - Jornalista Grupo Chiru
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