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  • Sonho do HPR de Palmeira das Missões se renova e prefeito projeta abertura para 2029

    Retomada das obras será dividida em etapas, começando por correções estruturais apontadas pela prefeitura

    A obra do Hospital Público Regional (HPR), em Palmeira das Missões, voltou às manchetes nos últimos dias, desta vez com informações que renovam a expectativa por um desfecho positivo. Após a confirmação de recursos pelo Ministério da Saúde, o prefeito Evandro Massing (PT) detalhou o plano de ação para que o hospital finalmente seja concluído.

    Massing projeta um prazo: quer ver o HPR em funcionamento em três anos e meio. Isso significa que os atendimentos devem iniciar em 2029, cerca de 15 anos após o início do projeto.

    Para cumprir esse cronograma, a Prefeitura de Palmeira das Missões elaborou um plano dividido em quatro etapas. As três primeiras devem começar em breve, com editais de licitação previstos para as próximas semanas.

    Essas fases iniciais serão destinadas à correção de falhas estruturais e à atualização do projeto, o que deve levar cerca de um ano e meio, segundo o prefeito. Somente após essa etapa a obra retornará ao ritmo normal, com mais dois anos de execução, incluindo novas edificações, instalações e acabamentos.

    R$ 35 milhões para correções

    A necessidade de intervenção em uma obra inacabada se deve a “erros graves” atribuídos à construtora responsável pelos trabalhos até a paralisação, em 2022. Para avaliar as condições da estrutura, a prefeitura contratou um estudo da Universidade de Passo Fundo (UPF).

    O relatório final deve ser entregue nos próximos dias, mas já há indicativos de problemas, como excesso de concreto e sobrecarga estrutural. "Dos 30 mil metros quadrados de construção, em 6 mil será necessário retirar material. Há locais em que a laje deveria ter cerca de 18 centímetros, mas chega a 42", explicou o prefeito.

    A retirada do material excedente será a primeira etapa do cronograma. Em seguida, será necessário reforçar a estrutura, que apresenta comprometimentos, incluindo fissuras causadas pelo excesso de peso.

    A terceira etapa envolve a atualização do projeto, defasado em razão do tempo e de mudanças nas exigências hospitalares após a pandemia. "O projeto é antigo e, após a Covid-19, houve mudanças importantes na área hospitalar. Precisamos atualizar as partes elétrica, de gases, climatização e também o mobiliário", afirmou Massing.

    Para executar essas etapas, a prefeitura estima um custo de R$ 35 milhões. A intenção é realizar os trabalhos de forma simultânea, a fim de evitar novos atrasos. Ao final desse processo, a administração pretende já ter licitada a empresa responsável pela conclusão da obra.

    "Eu trabalho com prazo de três anos e meio. Eu sou realista. O que eu quero é ver a obra andando, indo pro finalmente com toda a estrutura, para em seguida ela começar a operar. [...] Foi, é, e vai continuar sendo um trabalho bastante árduo e com  demandas, mas nós estamos muito empenhados em dar resolutividade para tudo aquilo que precisa ser feito", comenta Massing.

    Prefeitura busca ressarcimento

    Com as intervenções e a continuidade da obra, o volume de recursos investidos no HPR é elevado. Segundo o prefeito, já foram aplicados R$ 40 milhões, sendo R$ 2 milhões em recursos próprios, destinados à manutenção do canteiro, segurança, energia e estudos técnicos.

    Atualmente, a prefeitura dispõe de R$ 36 milhões em caixa para a obra, dos quais R$ 16 milhões foram repassados pelo Governo Federal no fim do ano passado. Do convênio original com o Ministério da Saúde, ainda restam R$ 90 milhões a serem liberados.

    Na reunião mais recente com a Prefeitura de Palmeira das Missões, o Ministério da Saúde assegurou o repasse de recursos adicionais para a reforma que deve iniciar nos próximos meses, caso os recursos atuais sejam insuficientes.

    Massing avalia que poderá ser necessária complementação de recursos no futuro, mas afirma que a administração buscará ressarcimento pelos valores investidos nas correções. "Temos processos em andamento contra a empresa e a seguradora da obra para que o município seja ressarcido. O pedido é de R$ 35 milhões, referentes aos problemas gerados pela má execução", destacou.

    "Moralmente, eu diria assim, o dano é muito maior do que o financeiro, porque pessoas deixaram ser atendidas, a comunidade continua carente de média e alta complexidade, o deslocamento continua sendo para os grandes centros, nós podíamos estar sendo atendidos aqui", completou Massing.

    Impacto regional

    Considerado um projeto estratégico para o Rio Grande do Sul, o HPR terá foco no atendimento de média e alta complexidade para 72 municípios, abrangendo uma população estimada em 500 mil habitantes.

    A estrutura deverá contar com 10 leitos de UTI neonatal, 10 de UTI pediátrica e 20 leitos de UTI adulto.

    João Victor Cassol - Jornalista Grupo Chiru
    No Ar: Bom Dia Chiru com Edinei Dal Asta 05:00 - 08:00

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