Segurança
Publicado hoje às 11:01
Suspeito de matar professora em Constantina tem prisão temporária convertida em preventiva
Ex-marido de Glória Werkhausen será indiciado por feminicídio majorado por asfixia, ocultação de cadáver e incêndio doloso
A prisão temporária do homem suspeito de matar a professora Glória Werkhausen, de 43 anos, em Constantina, foi convertida em prisão preventiva. A decisão foi decretada na sexta-feira, 7 de agosto, após pedido apresentado pela Polícia Civil durante a investigação do caso.
Segundo o delegado Cristiano De Bone, responsável pelo inquérito, como o suspeito já estava preso temporariamente, o novo mandado foi cumprido imediatamente.
A Polícia Civil também informou que o homem será indiciado por feminicídio majorado por asfixia, ocultação de cadáver e incêndio doloso. O inquérito deve ser concluído e encaminhado ao Ministério Público até a próxima sexta-feira, dia 14.
Glória foi encontrada morta no dia 12 de julho, após um incêndio atingir a residência onde morava, no bairro Florestal. Inicialmente, havia a suspeita de que a professora pudesse ter cometido suicídio. No decorrer das investigações, porém, a Polícia Civil identificou elementos que apontaram para a participação do ex-marido e para uma possível tentativa de forjar a cena da morte.
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A perícia identificou um corte no pulso direito da vítima e marcas de esganadura no pescoço. Conforme a investigação, o ferimento no pulso teria sido provocado pelo autor. A Polícia Civil também considerou que, por Glória ser destra, as características do ferimento não seriam compatíveis com a hipótese de que ela própria tivesse provocado o corte.
Outro elemento analisado foi o incêndio, que ficou concentrado principalmente na região da sala de estar, onde o corpo foi encontrado. A partir do conjunto de evidências reunidas, o caso passou a ser investigado como feminicídio.
O ex-marido de Glória havia sido preso temporariamente em 16 de julho. Os dois mantiveram um relacionamento por aproximadamente 25 anos e estavam separados havia cerca de quatro meses.
*Com informações GZH