Eleições
Publicado hoje às 12:04
TCU inclui 266 gaúchos em lista de gestores com contas irregulares para as eleições de 2026
Relação encaminhada ao TSE tem nove nomes de municípios da região. Presença na lista não significa inelegibilidade automática
O Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a lista de responsáveis com contas julgadas irregulares nos últimos oito anos, que poderá subsidiar a análise dos pedidos de registro de candidatura nas eleições de 2026. Segundo a Lei da Ficha Limpa, essas pessoas não podem disputar as eleições. Ao todo, a relação reúne mais de 6,1 mil nomes em todo o país, sendo 266 do Rio Grande do Sul.
Na região, constam nove nomes de pessoas com domicílio nos municípios de Iraí, Jaboticaba, Lajeado do Bugre, Planalto, Sagrada Família e Sarandi. Em Santa Catarina, a lista reúne 146 nomes, incluindo quatro de Chapecó e dois de São Miguel do Oeste.
A relação considera decisões do TCU que transitaram em julgado desde 2018. No entanto, a inclusão do nome na lista não torna o responsável automaticamente inelegível. Cabe à Justiça Eleitoral analisar cada caso, conforme os critérios previstos na Lei da Ficha Limpa, e decidir sobre a possibilidade de candidatura.
– Este ato vai além da entrega formal de documentos. Ele reafirma o compromisso do TCU, da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral com a transparência, a integridade e a confiança dos cidadãos no processo democrático–, afirmou o ministro Vital do Rêgo.
Quem tem as contas julgadas irregulares não consegue obter a certidão negativa do TCU, documento exigido para registro de candidaturas e verificação de elegibilidade pela justiça eleitoral.
Segundo o TCU, a lista contempla responsáveis que tiveram contas julgadas irregulares por motivos como omissão na prestação de contas, uso irregular de recursos públicos, danos ao erário, desvio de bens ou valores públicos e outras irregularidades graves.
Os dados são públicos e podem ser consultados no portal do TCU, eles permanecerão atualizados até 18 de dezembro, prazo final para a diplomação dos eleitos.
Entre os mais de 6,1 mil nomes da lista de todo o Brasil, 266 são classificados como pessoas expostas politicamente. A relação inclui ocupantes ou ex-ocupantes de cargos como prefeito, vereador, deputado, secretário de Estado e senador.