Segurança
Publicado hoje às 10:36
Três são condenados a até 28 anos de prisão por morte de indígena em Coronel Bicaco
Réus foram condenados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver de jovem de 22 anos. O crime ocorreu na Terra Indígena do Guarita, em Redentora, em abril de 2025
Três indígenas foram condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Coronel Bicaco pela morte de Eliedson Claudino Sales, de 22 anos, ocorrida em abril de 2025 na Terra Indígena do Guarita, em Redentora. O julgamento foi realizado na quinta-feira, 17 de setembro, após mais de 12 horas de sessão.
Gilnei Fafan Si Claudino e Marizabel Claudino Matias foram condenados a 28 anos e três meses de reclusão, cada um, enquanto Alexandro Lucas da Rocha recebeu pena de 22 anos e três meses de reclusão. Todos deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade.
Os três foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.
O julgamento foi presidido pelo juiz de Direito Victor Matheus Bevilaqua, designado para atuar no Tribunal do Júri por meio do projeto Júri Itinerante.
Crime na Terra Indígena do Guarita
Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu após uma discussão em um bar localizado na reserva indígena, onde a vítima e os acusados residiam. Segundo a acusação, Eliedson foi agredido e morto pelo trio.
Ainda de acordo com o processo, após o homicídio, partes do corpo foram removidas e deixadas em locais diferentes com o objetivo de dificultar a identificação da vítima.
O laudo pericial apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico grave com hemorragia.
O corpo de Eliedson foi localizado em um riacho, próximo a uma ponte, dentro da Terra Indígena do Guarita. Os pés e as mãos foram encontrados posteriormente a quilômetros do local, no cemitério da localidade de Estiva, também em Redentora.
Na época do crime, os três acusados tinham entre 20 e 22 anos.
Mais de 12 horas de julgamento
A sessão do Tribunal do Júri começou às 9h e terminou por volta das 21h. Durante o julgamento, foram ouvidas cinco testemunhas de acusação e duas de defesa, além dos interrogatórios dos três réus.
A acusação foi sustentada pela promotora de Justiça Jaquiline Liz Staub. A defesa ficou a cargo da defensora pública Cassia Passos Vieira e do advogado dativo Jonathan Thomas do Espírito Santo.
Com a decisão dos jurados, as três condenações foram fixadas em regime fechado, e os réus permanecerão presos enquanto cumprem as determinações judiciais decorrentes da sentença.