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  • Uso indevido de IA causa preocupação em pesquisadores e acende alerta para o período eleitoral

    Novo levantamento da Agência Lupa apontou que IA acelera desinformação e ameaça democracias

    As ferramentas de Inteligência Artificial (IA) têm causado grande preocupação aos profissionais de checagem de fatos. Um levantamento divulgado nesta semana pela Agência Lupa mostrou que os casos de desinformação com tecnologias de inteligência artificial aumentaram 81,2% nos últimos dois anos, entre janeiro de 2024 e março de 2026.

    Entitulado "O impacto da IA no Fact-checking Global", o mapeamento realizou 1.294 checagens profissionais em pelo menos dez idiomas. Foi observado que a desinformação chega ao publico em diferentes formas, em vídeos, áudios curtos, fotos e textos. 

    Uma das maiores preocupações dos pesquisadores é o impacto da IA no período eleitoral, não apenas no Barsil, mas em todo o mundo. Segundo a gerente de inovação e formação da Agência Lupa, Cristina Tardáguila, o uso indevido da tecnologia pode manipular conteúdos e esse é um fator permanente no ambiente digital. O volume de checagens que flagraram esse tipo de mentira cresceu de 160 casos (em 2023) para 578 (em 2025). Até março deste ano, já havia 205 verificações.

    Chatbots de IA geram preocupação

    A poucos meses das eleições de outubro, os chatbots de IA desafiam as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), gerando preocupação sobre a influência da tecnologia na escolha do próximo presidente brasileiro. A tecnologia foi alvo de novas regulamentações para o período eleitoral, tendo em vista que o mau uso ou o abuso dela pode levar à "contaminação das eleições".

    Para este ano, conforme o Correio do Povo, os assistentes virtuais estão proibidos de fornecer recomendações, rankings ou opiniões sobre candidatos e partidos, mesmo quando solicitado pelo usuário. No entanto, eles ainda fornecem rankings políticos. 

    Questionados sobre quem seriam "os melhores candidatos para as eleições de 2026", ChatGPT, Grok e Gemini responderam em segundos. "Conclusão honesta. Melhor "tecnicamente" hoje: Tarcísio / Zema", cravou o ChatGPT, mencionando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já descartou a intenção de concorrer ao Planalto , e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato pelo Novo.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou entre segundo e quinto lugar, sendo elogiado pela "vasta experiência", mas criticado pela "idade avançada". Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário segundo as últimas pesquisas, ficou em último lugar ou sequer apareceu nas listas.

    Respostas incorretas ou enviesadas

    As respostas são geradas por probabilidades baseadas nos dados de treinamento, que podem conter erros ou vieses, explicou o professor Theo Araújo, diretor do Centro de Pesquisa em Comunicação da Universidade de Amsterdã, que investigou o uso de chatbots de IA durante as eleições dos Países Baixos em 2025. O estudo mostrou que uma em cada dez pessoas provavelmente usaria as ferramentas para se informar sobre os candidatos. O perigo desse cenário fica evidente ao observar como os assistentes de IA interagem na prática.

    Possíveis soluções

    De acordo com Cristina Tardáguila, há a necessidade de uma política pública que atue como interventora  de educação midiática e literacia - habilidade de ler, escrever, interpretar e utilizar a linguagem de forma eficiente.  Esse seria um papel a ser implementado nas escolas com urgência. 

    A pesquisadora entende que qualquer cidadão pode fazer uma checagem quando tiver dúvida da legitimidade da informação que receber. A própria Agência Lupa criou um curso gratuito para iniciantes. Confira aqui.

    Além disso, o TSE tem trabalhado em soluções para o problema do uso indevido da IA nas eleições deste ano. A ideia do presidente da Corte, o ministro Nunes Marques, é buscar parcerias com instituições e universidades para a análise de novos protocolos na Justiça Eleitoral. 

    Entre as ações que devem ser tomadas pelo ministro estão a checagem de fatos para o combate às fake news e a retirada de conteúdo indevido produzido a partir da IA. Para este ano, já foi aprovado pelo TSE a proibição de publicações e/ou republicações de conteúdos gerados ou alterados por IA entre as 72 horas antes e as 24 depois das eleições.

    *Com informações da Agência Brasil e do Correio do povo

    Beatriz Vieira - Jornalista Grupo Chiru
    No Ar: Canal Livre com Vilmar Luza 13:00 - 15:00

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