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  • Durabilidade das estruturas depende da impermeabilização de fundações

    Entre os produtos mais utilizados para essa finalidade estão as emulsões asfálticas e as mantas asfálticas

    Impermeabilizar os elementos de fundação, como sapatas, radiers, vigas e baldrames durante a construção de uma edificação, é um cuidado importante para assegurar a salubridade e a durabilidade das estruturas. Mesmo que não estejam expostos às intempéries, como ocorre com as lajes de cobertura, esses elementos de fundação ficam em contato permanente com a umidade do solo e, quando não tratados, expandem a umidade para alvenarias e elementos estruturais.

    As consequências são variadas e podem ir de destacamentos de revestimentos internos a danos estruturais mais severos. Uma patologia comum decorrente da falta de impermeabilização das fundações manifesta-se em paredes internas pintadas, principalmente nos andares inferiores.  A alcalinidade do substrato provoca pressão sobre a tinta e surgem bolhas e saponificação e ainda causam o desenvolvimento de fungos e microrganismos que prejudicam a saúde, além dos prejuízos financeiros.

    Para evitar os problemas causados pela umidade, é importante a utilização de um sistema de impermeabilização compatível com a geometria das peças e com as características de cada obra, como condições de acesso e nível do lençol freático.

    De acordo com a ABNT NBR 9574:2008 - Execução de impermeabilização – Procedimento e com a ABNT NBR 9575:2010 - Impermeabilização - Seleção e projeto, a escolha pelo sistema de impermeabilização deve ser precedida de um estudo preliminar para definir as áreas a serem tratadas e as alternativas de soluções impermeabilizantes.

    A principal estratégia para impermeabilizar fundações é garantir estanqueidade na interface entre as fundações e as paredes. Entre os produtos mais utilizados para essa finalidade estão as emulsões asfálticas, os cimentos poliméricos, as mantas asfálticas e os aditivos impermeabilizantes para argamassas.

    Em geral, para peças de pequenas dimensões ou com superfícies muito recortadas, os impermeabilizantes moldados in loco (aplicados como pintura com trincha) costumam apresentar melhor desempenho. Já elementos de grandes dimensões ou mais suscetíveis a fissurações costumam ser tratados com mantas asfálticas pré-fabricadas.

    Em sapatas, é usual o capeamento com argamassa impermeável nas laterais e topo, seguida da aplicação de tinta asfáltica. Já os radiers, que costumam ser mais extensos, costumam receber sistemas de impermeabilização flexíveis, como as mantas asfálticas, que são capazes de acompanhar a movimentação. Usadas em obras com cargas pequenas sobre solo firme, a viga-baldrame costuma ter sua estanqueidade assegurada pela aplicação de argamassa impermeável.

    Com a crescente demanda que a construção civil teve nos últimos anos, as patologias decorrentes de umidade aumentaram, sendo um dos principais problemas para o setor. Diante disto, a indústria vem ampliando seu arsenal de soluções para dar estanqueidade às estruturas. Entre os avanços, destaca-se as emulsões asfálticas que agora podem ser enriquecidas com polímeros, os cimentos poliméricos produzidos por um número maior de fabricantes, e as mantas asfálticas que passaram a ser fornecidas também em versão autocolante ou previamente cortadas em diferentes larguras.

    Dispor de uma oferta tão ampla e especificar o melhor produto, não resolve o problema se a execução da impermeabilização for mal feita. Por isso, a recomendação é recorrer sempre a aplicadores especializados, que tenham conhecimento do projeto de impermeabilização, e sejam recomendados pelo fabricante do material e possuam equipe técnica compatível com o porte da obra, oferecendo garantia dos serviços executados. Pois em qualquer atividade que envolve canalização de recursos financeiros temos que analisar a chamada “relação custo/benefício”. Em impermeabilização não é diferente. 
              Se estudarmos o custo de uma boa impermeabilização, veremos que varia entre 1% a 3% do custo total da obra. Se os serviços forem executados apenas depois de constatar problemas com infiltrações na edificação já pronta, o custo com a impermeabilização ultrapassa em muito este percentual. Isto porque refazer o processo de impermeabilização pode gerar um acréscimo de 10% a 15% do valor do serviço. 

    Desta forma, cuidados com a impermeabilização devem sempre ser considerados importantes em uma obra, sendo tratados como investimento, pois a prevenção para esta situação acaba sempre sendo uma solução mais econômica.

    João Manoel Balestrin