Eleições
Atualizado hoje às 15:53
Cury, Renan, Caiado e Zema falam sobre apoio no 2º turno
Cury afirmou ficar em silêncio, Caiado disse que vai definir estratégia com o partido, Renan disse que seus eleitores podem 'fazer o que quiserem' e Zema diz estar 'sempre contra o PT'
Os candidatos derrotados no primeiro turno da eleição presidencial Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) indicaram neutralidade ou recusa em declarar apoio formal para a disputa do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Já Romeu Zema (Novo) reafirmou apoio a Flávio.
O partido de Caiado, o PSD, informou que liberará os diretórios estaduais para a escolha das alianças locais no pleito de 25 de outubro.
Terceiro colocado com 3,44 milhões de votos (2,89% dos válidos), Augusto Cury declarou que adotará silêncio total no segundo turno e que ninguém está autorizado a falar em seu nome ou da coordenação de campanha. O médico e escritor afirmou ainda ter convicção de que abandonará a vida político-partidária para se dedicar a outros projetos. Em carta aberta, Cury agradeceu os votos, cumprimentou os finalistas e pediu que o eleito considere suas propostas, apelando pelo fim da polarização política no País.
Renan Santos recusa aliança, e PSD libera filiados para definirem votos
Quarto colocado na disputa com 2,67 milhões de votos (2,24%), Renan Santos afirmou em transmissão ao vivo que não apoiará nenhum dos candidatos. O representante do Missão orientou seus eleitores a agirem como quiserem, referindo-se aos dois finalistas como "bandidos" e avaliando que a disputa já está definida em favor de Flávio Bolsonaro.
Já Ronaldo Caiado, quinto colocado com 2,60 milhões de votos (2,18%), afirmou à imprensa que caiu "de pé" e que manterá sua coerência, mas condicionou qualquer posição a uma conversa com o presidente de sua sigla, Gilberto Kassab. Em nota, a direção nacional do PSD confirmou que manterá a liberdade de diretórios estaduais, parlamentares e militantes para definirem seus apoios tanto na corrida presidencial quanto nas disputas estaduais de segundo turno.
Já o ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência Romeu Zema reafirmou a postura de oposição ao PT. Na declaração concedida durante a apuração do primeiro turno, Zema afirmou que, "onde tiver PT", ele e seu partido serão "do outro lado".
*Fonte: Correio do Povo