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  • Governo federal cria o Banco Nacional de Celulares com Restrição

    O novo banco deve reunir, armazenar e gerenciar informações sobre aparelhos roubados ou furtados em todo o país

    Nesta quarta-feira, 24 de junho, o governo federal publicou um decreto que cria o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR). O novo banco deve reunir, armazenar e gerenciar informações sobre aparelhos roubados ou furtados em todo o país.

    A nova base de dados passa a integrar o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e substituirá o atual Cadastro Nacional de Celulares com Restrição. A gestão ficará a cargo da Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Já há informações com mais de 3,3 milhões de aparelhos aptos à recuperação.

    O decreto prevê ainda a criação de um comitê gestor, com função consultiva, responsável por acompanhar a implementação e o funcionamento do banco. Normas complementares serão definidas pelo Ministério da Justiça.

    Criação do banco

    O BNCR foi criado para ampliar a capacidade de prevenção, investigação e repressão de crimes relacionados à subtração e comercialização ilegal de dispositivos móveis. A ferramenta também deve contribuir para a recuperação e devolução de aparelhos aos proprietários.

    De acordo com a norma, o banco permitirá o compartilhamento de informações entre os órgãos de segurança pública de todo o país, fortalecendo a atuação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

    Os estados e o Distrito Federal deverão alimentar a base com registros de roubo, furto e recuperação de celulares, por meio de sistema interoperável do Sinesp.

    Proteção de dados

    O decreto estabelece regras para garantir a proteção das informações. O uso dos dados será restrito às finalidades previstas, sendo proibido o monitoramento de indivíduos ou a criação de perfis.

    O tratamento das informações deverá seguir a legislação de proteção de dados pessoais, com princípios como finalidade, necessidade, segurança e transparência. Dados utilizados para fins estatísticos deverão passar por um processo para perder definitivamente a possibilidade de ser associado a uma pessoa específica, conhecido como processo de anonimazação.

    *Informações Agência Brasil

    Beatriz Vieira - Jornalista Grupo Chiru
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