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Publicado ontem às 10:25
Jovem de Xanxerê é alvo de operação por crimes virtuais contra adolescente gaúcha
O objetivo do criminoso foi estabelecer vínculo de confiança e, posteriormente, exigir conteúdos íntimos e vantagens indevidas mediante ameaças
Um jovem de 19 anos de idade, morador de Xanxerê (SC), é investigado por crimes de aliciamento e extorsão no ambiente digital contra uma adolescente de 12 anos, moradora de Carazinho (RS). De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), há indícios de outras vítimas.
O MPRS, por meio do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE), vinculado à Procuradoria da Função Penal Originária (PFPO), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), de Chapecó, do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou a Operação Nosferatu nesta sexta-feira, 19 de junho. A investigação apurou crimes de aliciamento e extorsão praticados no ambiente digital. A ação tem como alvo o jovem de SC, que se aproximou de uma vítima adolescente de 12 anos, no norte gaúcho, por meio de redes sociais.
De acordo com o procurador de Justiça, Fábio Costa Pereira, e o promotor de Justiça, Leonardo Rossi, responsáveis pela apuração, o objetivo do criminoso foi estabelecer vínculo de confiança e, posteriormente, exigir conteúdos íntimos e vantagens indevidas mediante ameaças. O investigado utilizava práticas conhecidas como grooming (manipulação para obtenção de imagens íntimas), doxing (ameaça de divulgação de dados pessoais) e stalking (perseguição contínua).
Os mandados de busca foram cumpridos em Xanxerê, com o objetivo de coletar provas e aprofundar a investigação. Durante a ação, foram apreendidos celulares, computadores, cadernos, desenhos e livros associados a ideologias nazistas e satanistas. O material será submetido à extração de dados, etapa considerada essencial para identificar outras possíveis vítimas e dimensionar a extensão dos crimes.
O MPRS informa que já há indicativos de que o investigado tenha cometido os mesmos crimes contra outras vítimas, o que já está sendo apurado. A partir de agora, serão reunidos mais elementos probatórios para esclarecer a atuação do investigado, identificar novas vítimas e responsabilizá-lo criminalmente.
*Com informações do MP RS